Os mercados financeiros encerraram a quinta-feira (16) em clima de cautela, com o dólar retomando alta e fechando próximo de R$ 5,10. O movimento refletiu tanto a valorização da moeda americana no mercado externo quanto a confirmação de tarifas dos Estados Unidos sobre parcela das exportações brasileiras.
Principais indicadores
Dólar: R$ 5,098 (+0,40%) — na máxima do dia, por volta das 14h15 (Brasília UTC-3), chegou a R$ 5,11; apesar da alta da sessão, a divisa acumula queda de 7,12% no ano de 2026.
Bolsa (Ibovespa): 173.825,27 pontos (-1,24%), com perda acumulada de 2,27% na semana e alta de 7,88% no ano.
Petróleo Brent: US$ 84,23 (-0,85%).
Petróleo WTI: US$ 78,95 (-0,82%).
Por que o dólar subiu
A valorização do dólar foi influenciada principalmente pelo ambiente externo. Dados da economia dos Estados Unidos apontaram um mercado de trabalho resiliente e consumo ainda aquecido, reforçando expectativas de manutenção de juros elevados no país e sustentando a moeda frente a divisas de economias emergentes.
Os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA somaram 208 mil, abaixo da expectativa de 217 mil, e as vendas no varejo avançaram 0,2% em junho, conforme estimativas.
Impacto doméstico e tarifaço
No Brasil, investidores repercutiram a confirmação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos exportados aos Estados Unidos. Embora a lista de exceções tenha sido mais ampla do que o esperado, a medida aumentou a cautela sobre efeitos em determinados setores e no fluxo cambial. A notícia também alimentou incertezas sobre eventuais respostas do governo brasileiro, incluindo a possibilidade de uso da Lei da Reciprocidade.
Mercado acionário e petróleo
O índice Ibovespa acompanhou o movimento negativo de Wall Street, ampliando perdas e fechando em 173.825,27 pontos. Entre os fatores que pressionaram a bolsa estiveram as ações da Petrobras, que caíram junto com o petróleo, e papéis de mineradoras, afetados pela queda do minério de ferro.
Apesar da escalada de tensões no Oriente Médio — com novas ameaças de ataques por parte dos houthis no Iêmen contra instalações sauditas e riscos às rotas marítimas do Mar Vermelho e do Estreito de Ormuz — os preços internacionais do petróleo terminaram a sessão em queda após forte volatilidade.
Os números e fatos desta apuração refletem a combinação de fatores externos e efeitos de medidas comerciais anunciadas entre Brasil e Estados Unidos, que pressionaram aversão a risco e ajustaram posições no câmbio e nos mercados de ações e commodities.
Com informações de Agência Brasil



