A Polícia Federal concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que apurava a conduta do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) e optou pela sua expulsão da corporação por abandono de cargo. A demissão só será oficializada após a assinatura do ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, e a publicação do ato no Diário Oficial.

Motivo e andamento do processo

O PAD foi aberto no início deste ano, depois que Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato de deputado federal. Segundo a Polícia Federal, com o término do mandato ele deveria reassumir o cargo para o qual é concursado — escrivão da PF — no Rio de Janeiro, mas não retornou às atividades. Diante da ausência, a corporação entendeu que houve abandono de cargo e aplicou a penalidade de expulsão.

Medidas adotadas e situação atual

Durante a apuração, o corregedor regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo pelo servidor. A assessoria jurídica do Ministério da Justiça informou que está avaliando somente os aspectos formais do processo administrativo; como a decisão interna da PF já foi concluída, não há previsão de modificação do entendimento adotado pela corporação.

Residência nos Estados Unidos e condenação

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e alega estar no exterior por entender que sofre perseguição do sistema de Justiça brasileiro. No mês passado, ele foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado.

A decisão de expulsão pela Polícia Federal marca o desfecho disciplinar do caso administrativo instaurado após o fim do mandato parlamentar, ficando pendente apenas a formalização do ato pelo Ministério da Justiça.

Com informações de Polemicaparaiba