O governador Lucas Ribeiro (PP) apresentou, nesta quarta-feira (22), o projeto de implantação de um parque sensorial na área atualmente ocupada pela Granja Santana, residência oficial dos governadores da Paraíba. O anúncio foi feito durante reunião com mães e pais de crianças atípicas, pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e representantes de instituições voltadas à inclusão.
O plano para transformar o imóvel em equipamento público havia sido mencionado por Ribeiro no início de abril, durante a cerimônia de transmissão do cargo realizada pelo ex-governador João Azevêdo (PSB). A proposta de desativar a residência oficial, por sua vez, já vinha sendo discutida no estado desde 2022, quando o ex-deputado Pedro Cunha Lima (PSD) apresentou ideia semelhante.
Segundo o projeto divulgado pelo governo, o parque será o primeiro do tipo em nível estadual na Paraíba direcionado à inclusão de pessoas com deficiência, com ênfase em demandas de quem tem TEA. A proposta prevê um espaço planejado para estimular os sentidos, favorecer o desenvolvimento, ampliar o acesso ao lazer e promover a convivência entre famílias.
O terreno destinado ao parque ocupará aproximadamente 18 mil metros quadrados da Granja Santana. Entre os equipamentos e estruturas previstas estão playgrounds inclusivos, um bosque preservado, lago artificial, anfiteatro ao ar livre e gazebos destinados a atividades culturais e educativas. Haverá também jardins sensoriais, salas de apoio e de estabilização, áreas de descanso e percursos totalmente acessíveis, integrados à vegetação já existente no local.
O projeto apresenta como foco garantir acessibilidade e diversidade de estímulos sensoriais, com espaços pensados tanto para atividades coletivas quanto para atendimentos que exijam ambientes mais controlados para estabilização.
Na mesma semana, o prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra (PSB), anunciou a implantação de outro parque sensorial na capital. Em entrevista à Rádio CBN, ele informou que o novo equipamento será construído na área externa da Estação Ciência e que a previsão é de que os equipamentos sejam adquiridos nos próximos seis meses.
O projeto estadual segue agora para as etapas de detalhamento técnico e definição de cronograma para implementação e aquisição dos materiais necessários.
Com informações de Jornaldaparaiba




