Com as convenções partidárias em andamento, a definição dos dois suplentes dos pré-candidatos ao Senado na Paraíba ainda não foi concluída, apesar da aproximação do prazo final para homologações. As eleições de 2026 elegem dois senadores por estado, mas o eleitor verá seis fotos na urna: três para o primeiro senador e mais três para o segundo, já que cada titular disputa em chapa com dois suplentes.
Por lei, cada senador é eleito com dois suplentes — primeiro e segundo — que integram a mesma chapa e assumem o mandato em caso de afastamento, licença ou vacância do titular. Ainda que o candidato titular seja o foco da campanha, é obrigatório que os nomes dos suplentes apareçam em todas as peças publicitárias.
O prazo para homologação das chapas, incluindo a indicação dos dois suplentes por candidato ao Senado, termina em 5 de agosto, data que encerra as convenções partidárias. Nas negociações finais, as legendas costumam usar a escolha dos suplentes para regionalizar chapas, consolidar alianças e promover ajustes financeiros e políticos.
Abaixo estão os nomes cogitados nos bastidores para as suplências dos principais pré-candidatos ao Senado na Paraíba:
João Azevêdo (PSB)
Pré-candidato titular na chapa do atual governador Lucas Ribeiro (PP). Entre os nomes cotados para a suplência estão Dalton Gadelha (empresário de Campina Grande); Raimundo Lira (ex-senador, com base em Cajazeiras e atuação em Campina Grande); Lígia Feliciano (União Brasil), que também aparece como opção para vice de Lucas Ribeiro; Carlos Frederico (empresário e advogado, irmão de Lindbergh Farias); e Domiciano Cabral (empresário e ex-deputado com atuação na Grande João Pessoa), que é casado com Sara Cabral, pré-candidata a deputada federal pelo Podemos.
Nabor Wanderley (Republicanos)
Também na chapa de Lucas Ribeiro, tem como alternativas para suplência Daniella Ribeiro (PP) — uma das mais cotadas para primeiro suplente — e Odon Bezerra (PSB), vereador, advogado e professor, líder do governo na Câmara Municipal de João Pessoa.
Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
Pré-candidato titular na chapa ligada a Cícero Lucena (MDB). Entre os possíveis suplentes estão Fátima Maranhão (desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba e filiada ao MDB), Lauremília Lucena (ex-primeira-dama de João Pessoa e esposa de Cícero Lucena), Odon Bezerra (PSB) — cujo nome gera impasse por estar ligado à chapa de Lucas Ribeiro — e Cida Ramos (PT), deputada estadual e presidente do PT-PB, cuja legenda vem sinalizando apoio à reeleição de Lucas Ribeiro.
Marcelo Queiroga (PL)
O ex-ministro é pré-candidato titular na chapa do pré-candidato ao governo Efraim Filho (PL). O nome ligado à suplência é Nayana Pontes (PL), advogada e presidente do Partido Liberal Mulher em João Pessoa, esposa do deputado federal Cabo Gilberto (PL).
Rui Galdino (PSD)
O advogado é pré-candidato pelo PSD, mas recebeu proposta para desistir e integrar a chapa de Veneziano como primeiro suplente. Nos bastidores, Marcos Ribeiro (PDT), presidente do diretório estadual do PDT, aparece como um dos nomes citados para suplência.
Major Fábio (Novo)
Pré-candidato titular na chapa de Efraim Filho, tem como suplentes apontados José Carneiro (Novo) e Pedro Régis (Novo). O empresário José Carneiro deixou a presidência do partido na Paraíba, e Pedro Régis, que era vice, assumiu o diretório estadual.
André Gadelha (MDB)
Pré-candidato na chapa de Cícero Lucena, com o nome de Nilda Gondim (MDB), ex-senadora, sendo citado como possível suplente em homenagem ao MDB, a Veneziano e a Campina Grande.
Os suplentes assumem o mandato em situações como: afastamento do titular para assumir cargos como ministro, secretário de Estado, governador, prefeito, embaixador ou funções previstas em lei; licença superior a 120 dias; ou em caso de morte, renúncia, cassação ou perda do mandato por decisão da Justiça Eleitoral, quando a substituição é definitiva. O segundo suplente só passa a ocupar a vaga se o primeiro não puder fazê-lo.
O suplente não exerce funções no Congresso enquanto não assumir a vaga, mas, ao assumir, passa a ter todas as prerrogativas e deveres de um senador titular. Para ocupar a suplência é preciso atender aos mesmos requisitos do titular, como idade mínima de 35 anos, filiação partidária e estar em dia com os direitos políticos.
Com informações de Polemicaparaiba



