A alopecia areata é uma doença autoimune que atinge homens e mulheres e pode provocar perda rápida de cabelo. O tema voltou a ser comentado publicamente depois que a mãe do cantor Lucas Lucco informou estar enfrentando uma nova crise da condição mesmo enquanto realiza tratamento.

Segundo a dermatologista Marcela Vidal, a doença decorre de uma desorganização do sistema imunológico que passa a identificar o folículo piloso como um alvo, gerando inflamação e consequente queda dos fios. Em muitos casos o início das falhas ocorre com placas ovais, mas pode haver evolução para perda total do couro cabeludo e também dos pelos do corpo.

Marcela Vidal aponta que diferentes fatores podem atuar como gatilho para o descontrole imunológico e o surgimento das crises. Entre os desencadeadores mais frequentemente observados estão o estresse emocional, infecções, viroses, gripes e até eventos como vacinas, que desorganizam temporariamente a resposta imune e podem precipitar a queda.

Tratamento

O manejo da alopecia areata tem como objetivo controlar a reação do sistema imunológico que provoca a queda capilar. Conforme a especialista, as opções terapêuticas incluem corticóides e medicamentos imunossupressores. A profissional também cita os chamados inibidores da AJAC como uma terapia recente disponível para alguns quadros de perda de cabelo.

A médica lembra que a doença pode apresentar recaídas, mesmo com acompanhamento e medicação, e por isso enfatiza a importância de manter o tratamento diante das oscilações característica da alopecia areata. O impacto emocional é significativo, afetando a autoestima — especialmente entre as mulheres — e tornando o quadro angustiante para muitos pacientes.

Antigamente havia a impressão de que a alopecia se manifestava apenas como um episódio isolado e que o cabelo poderia voltar a crescer espontaneamente sem intervenção. Hoje, estudos indicam que quanto mais cedo se agir para modular a resposta imunológica do folículo, maiores são as chances de controlar a doença.

Marcela Vidal também ressalta que os avanços na área têm ampliado as opções terapêuticas e oferecido novas esperanças a pessoas com formas mais graves da doença. Ela aconselha procurar atendimento dermatológico o quanto antes e reavaliar o caso quando houver dúvidas sobre a efetividade de tratamentos anteriores.

Com informações de Jornaldaparaiba