Com a abertura do período de convenções partidárias, pré-candidatos à Presidência intensificam as negociações para formar palanques nos estados, considerados eixo central da estratégia eleitoral. As convenções ocorrem entre 20 de julho e 5 de agosto, as candidaturas devem ser registradas até 15 de agosto e a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.
Lula amplia composições estaduais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem avançado nas articulações estaduais e já fechou acordos em 25 estados e no Distrito Federal. Na semana passada, o PT confirmou o deputado federal Patrus Ananias como candidato ao governo de Minas Gerais, deixando Goiás como a única unidade da Federação ainda sem definição
Além de lançar candidaturas próprias em 11 estados, a sigla firmou coligações com legendas como PDT, PSB, MDB, União Brasil e PP em diversas unidades da Federação, ampliando a rede de apoios para a eleição presidencial.
Direita trabalha para fechar palanques
O senador Flávio Bolsonaro (PL), principal representante da direita na disputa, já definiu alianças em 21 estados. O PL terá candidatos próprios em 12 desses estados, enquanto ainda negocia composições em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão. Em Pernambuco e Alagoas, auxiliares admitem a possibilidade de o partido não formalizar coligações para os governos estaduais.
Outras candidaturas em articulação
O PSD, que lançou Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência, registrou candidaturas próprias ao governo em 13 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal. Ao mesmo tempo, a legenda pretende manter neutralidade em alguns estados, sem vincular automaticamente os postulantes locais à campanha presidencial.
O Novo, com o pré-candidato Romeu Zema, terá candidaturas próprias nos governos do Ceará, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Em outras unidades, o partido optou por apoiar nomes de diferentes legendas, priorizando acordos regionais.
O calendário eleitoral e a dinâmica das convenções serão determinantes para a consolidação dos palanques estaduais, que seguem sendo negociados até o fechamento formal das alianças.
Com informações de Polemicaparaiba



