Relatório aponta baixa taxa de veracidade em falas de políticos

Somente 34% das declarações feitas por políticos e submetidas a checagem durante os últimos cinco ciclos eleitorais foram consideradas totalmente verdadeiras, indica levantamento divulgado em relatório.

O estudo, intitulado “Anatomia da Desinformação Eleitoral – Como a Mentira e os Boatos Políticos Evoluíram no Brasil entre 2016 e […]”, aponta que a maioria das falas verificadas apresentava algum tipo de problema factual. Das afirmações checadas, cerca de 66% continham exageros, omissões ou inverdades.

Segundo o relatório, a avaliação levou em conta declarações públicas proferidas por agentes políticos ao longo dos cinco ciclos eleitorais mencionados. A checagem buscou classificar o conteúdo das declarações em categorias que variam entre totalmente verdadeiro e diversas formas de distorção factual.

O levantamento consolida a constatação de que uma parcela relevante das mensagens veiculadas por figuras políticas não corresponde estritamente aos fatos, apresentando distorções que vão desde falta de contexto até afirmações comprovadamente falsas.

O documento reúne os resultados das análises realizadas no período citado e descreve a evolução das mentiras e boatos na conjuntura eleitoral, conforme resume o próprio título do relatório.

Os dados indicam que a presença de informações imprecisas ou falsas nas falas públicas de políticos é um fenômeno recorrente ao longo dos ciclos eleitorais analisados, o que motivou a elaboração do estudo para mapear esse quadro e documentar suas características.

O relatório serve como base para entender a escala e os tipos de desinformação que circulam nos momentos de campanha e nos períodos eleitorais associados.

Os resultados trazem números e classificações que fomentam o debate público sobre a qualidade da informação produzida e divulgada por representantes políticos durante os ciclos eleitorais examinados.

Com informações de Paraibaonline