A Polícia Civil da Paraíba informou nesta terça-feira (28) que o adolescente investigado pela morte de Washington Rodrigo, de 33 anos, em um hotel na orla de Manaíra, em João Pessoa, acumula ao menos 17 boletins de ocorrência registrados no Rio Grande do Norte.

Segundo a corporação, a informação foi divulgada durante coletiva realizada após o jovem, de 17 anos, ser ouvido em Caicó, no Seridó potiguar. Após a oitiva, ele foi encaminhado para João Pessoa, onde a investigação é conduzida pela Delegacia da Infância e da Juventude.

Entre as ocorrências atribuídas ao adolescente, a Polícia Civil listou atos infracionais análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição (stalking), ameaça, violência doméstica e lesão corporal em contexto de violência doméstica. O superintendente da Polícia Civil da Paraíba, delegado Cristiano Santana, acrescentou que o menor já havia sido internado anteriormente em unidade destinada a medidas socioeducativas no Rio Grande do Norte.

O delegado Diego Garcia detalhou, durante a coletiva, a versão apresentada pelo suspeito sobre como o crime teria ocorrido. De acordo com a perícia oral do investigado, ele teria conhecido Washington por meio de um site de relacionamento e passou a desconfiar que o homem havia fotografado parte do encontro, o que teria provocado sentimento de intimidação.

Ainda conforme a narrativa do adolescente, ele teria utilizado uma pistola de airsoft para forçar a vítima a revelar a senha do celular e verificar a existência de imagens ou mensagens. O jovem relatou também que teria algemado Washington simulando um fetiche e, em seguida, usado o cabo de um secador de cabelo para estrangulá‑lo. Segundo o investigado, a intenção seria apenas deixá‑lo desacordado para poder deixar o hotel.

Washington Rodrigo foi encontrado morto na sexta-feira (24) em um quarto do hotel em Manaíra. O corpo estava sobre a cama, com as mãos amarradas, um fio enrolado no pescoço e um pano na boca. A Polícia Civil informou que o adolescente teria usado um nome falso no momento do registro no estabelecimento e saiu sem registrar a saída.

Familiares de Washington relataram à TV Cabo Branco que ele trabalhava como motorista autônomo e havia comunicado à mãe que faria uma corrida até Pipa, no Rio Grande do Norte, antes de desaparecer. A apuração segue com a Delegacia da Infância e da Juventude de João Pessoa.

Com informações de G1