O pré-candidato a deputado estadual Lafayette Gadelha (PV) afirmou que busca seguir um caminho político pessoal, embora reconheça a influência das ações deixadas por seus pais, o ex-prefeito de Sousa Salomão Gadelha e a ex-primeira-dama Aline Gadelha. Em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário, Lafayette destacou que o reconhecimento popular pelas obras e iniciativas sociais da família continua sendo um dos pilares de sua pré-campanha no Sertão.
Aline Gadelha faleceu em 2006, aos 37 anos, após sofrer um choque anafilático provocado pela anestesia utilizada em procedimento para retirada de um nódulo na mama. Quatro anos depois, em 2010, Salomão Gadelha morreu em um acidente de trânsito na BR-230; ele tinha 53 anos.
Lafayette relatou que, ao longo do tempo, adversários tentaram minimizar ou apagar as realizações promovidas pela gestão de seus pais, mas que a população de Sousa mantém viva a memória das ações realizadas. Segundo ele, as lembranças das transformações estão presentes no sentimento dos moradores e influenciam o apoio recebido nas visitas de pré-campanha.
Ao relembrar a administração do pai, o pré-candidato descreveu aquele período como uma fase marcante para o município, com avanços especialmente na área da saúde. Ele citou iniciativas como a implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a municipalização da saúde e a construção de unidades básicas e policlínicas.
No campo social, Lafayette destacou a criação do DAESA e a política que isentou famílias de baixa renda do pagamento da tarifa de água, além de projetos como a instalação de energia solar em prédios públicos. Também mencionou a articulação que resultou na transformação do antigo prédio do Banco do Nordeste em um Centro Cultural destinado a atender crianças e jovens da região.
Questionado sobre ser comparado ao pai, Lafayette disse que procura preservar os princípios aprendidos com Salomão e Aline, mas afirma querer construir sua própria identidade política. Ele relatou que recebe manifestações de gratidão da população por obras pontuais realizadas na época da gestão do pai, citando o exemplo de uma moradora do bairro Jardim Brasília que ainda conserva um banheiro erguido pela prefeitura para resolver problemas de saneamento.
O pré-candidato acrescentou que o “patrimônio” legado pela família não foi material, mas simbólico e político, valor que, para ele, supera qualquer herança financeira.
Com informações de Diariodosertao




