Um exame de papiloscopia confirmou nesta quarta-feira (29) que o suspeito de matar um homem dentro de um quarto de hotel em João Pessoa tem 17 anos, informou o Instituto Médico Legal (IML) à TV Cabo Branco. As impressões digitais coletadas foram confrontadas com registros do banco de dados do Rio Grande do Norte, estado de origem do adolescente.
Além da papiloscopia, o jovem foi submetido a exame de arcada dentária, cujo resultado foi considerado inconclusivo. Documentos apresentados por familiares e demais registros sobre o histórico do suspeito serão reunidos e encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para instrução do procedimento.
A Polícia Civil informou que, por ora, não haverá mudança na atuação das equipes, já que o adolescente já se encontra custodiado e, diante da confirmação da idade, seguirá sendo tratado como menor. A investigação está a cargo da Delegacia da Infância e da Juventude de João Pessoa.
Segundo a polícia, o jovem possui, pelo menos, 17 boletins de ocorrência registrados no Rio Grande do Norte. Entre esses registros constam atos infracionais comparáveis a furto qualificado, extorsão, perseguição (stalking), ameaça, violência doméstica e lesão corporal em contexto de violência doméstica, além de outros registros que integram seu histórico. Investigadores disseram também que o adolescente já chegou a ser internado em unidade voltada a menores infratores.
Relembre o caso
Washington Rodrigo, de 33 anos, foi encontrado morto na sexta-feira (24) dentro de um quarto de hotel na orla de Manaíra, em João Pessoa. O corpo estava sobre a cama, com as mãos amarradas, um fio enrolado no pescoço e um pano na boca, conforme a perícia policial.
Informações da investigação apontam que o suspeito teria usado um nome falso ao se hospedar no estabelecimento e deixou o local sem registrar a saída. Familiares de Washington relataram à TV Cabo Branco que ele trabalhava como motorista autônomo e havia dito à mãe que faria uma corrida para Pipa, no Rio Grande do Norte, antes de desaparecer.
A apuração segue em andamento pela Delegacia da Infância e da Juventude, que reúne provas e depoimentos para complementar o inquérito sobre a morte.
Com informações de Jornaldaparaiba


