O Ministério Público Federal (MPF) exigiu que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) entregue, em até dez dias úteis, cronogramas detalhados para a reconstrução da ponte sobre o Rio Paraíba, em Santa Rita, e para intervenções de reforço na ponte sobre o Rio Mamanguape, ambas localizadas na BR-101.
No pedido, o MPF solicitou não apenas os prazos para elaboração e execução do projeto da nova ponte do Rio Paraíba, mas também calendário para a implementação das medidas de reforço estrutural nas duas travessias sobre o Rio Mamanguape. O órgão cobrou ainda comprovação da manutenção do monitoramento topográfico periódico e da realização de inspeções subaquáticas nas estruturas.
Além desses documentos, o MPF requisitou a identificação das empresas responsáveis pela manutenção rotineira do trecho e informações sobre a instauração de procedimentos administrativos destinados a apurar eventuais responsabilidades pelo colapso da ponte sobre o Rio Paraíba. A reportagem do G1 procurou o Dnit para confirmar se o departamento já havia recebido o pedido, mas não obteve resposta até a última atualização da matéria.
Perícia técnica
O MPF determinou a realização de perícia técnica de engenharia para investigar se houve falhas na manutenção preventiva ou corretiva por parte do Dnit e das empresas contratadas. A avaliação buscará verificar se o colapso da ponte sobre o Rio Paraíba poderia ter sido identificado por meio das ações de monitoramento previstas.
A perícia também produzirá um relatório fotográfico atualizado das duas pontes, registrando a situação dos desvios implantados, o isolamento das áreas afetadas e as patologias indicadas nos laudos técnicos.
Posicionamento do Dnit
Em manifestação técnica anterior ao MPF, o Dnit informou que a ponte sobre o Rio Paraíba, no km 77,65 (lado direito), sofreu colapso parcial e foi classificada como tecnicamente irrecuperável. A estrutura será demolida por implosão controlada, segundo o departamento. A ponte do lado esquerdo, no km 77,54, segue em operação, porém sob monitoramento.
Os laudos apontaram que a deterioração da ponte do Paraíba decorre da perda de mais de 70% da seção das estacas metálicas por corrosão, com contribuição de fatores hidrológicos. Sobre a ponte do Rio Mamanguape, no km 41,72, o Dnit informou que a pista do lado direito está interditada preventivamente por conta de corrosão nos encamisamentos metálicos e deterioração do concreto, enquanto o tráfego segue em pista simples sobre a estrutura do lado esquerdo.
O MPF aguarda a apresentação dos cronogramas e demais documentos solicitados para avaliar os próximos passos das ações judiciais e administrativas relacionadas às pontes na BR-101.
Com informações de G1



