Quando um corpo de uma brasileira retornou ao país no ano passado, as condições em que foi encontrado impediram a identificação imediata da data do óbito. A investigação ficou a cargo da perita criminal Janyra Oliveira da Costa, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que recorreu à entomologia forense para avançar no caso.
No caso atendido pela perita Janyra Oliveira da Costa, a investigação científica incluiu a análise de DNA obtido de larvas e de ossadas, procedimento que permitiu contornar os limites impostos pela condição avançada do corpo. A identificação genética a partir desses vestígios é utilizada para confrontar perfis com bancos de dados e possíveis registros de desaparecimentos, contribuindo para estabelecer a identidade e a cronologia dos fatos.
Especialistas em entomologia forense fazem a identificação das espécies de insetos presentes e avaliam estágios de desenvolvimento das larvas, que servem como referência temporal para calcular quanto tempo o corpo esteve exposto. A análise combinada de dados biológicos e genéticos viabiliza resultados que, em muitos casos, seriam inacessíveis apenas pela perícia tradicional.
No Brasil, a aplicação da entomologia forense tem sido empregada em investigações reais, integrando equipes criminais em municípios e estados quando as circunstâncias exigem métodos alternativos de elucidação. A reportagem destaca o uso de técnicas que incluem tanto a biologia dos insetos quanto a genética para oferecer subsídios científicos às apurações policiais.
A abordagem utilizada pela perícia no caso citado exemplifica como a coleta e o exame de material entomológico e ósseo podem transformar vestígios degradados em informações úteis para a identificação e para a determinação do tempo de morte.
Com informações de Paraibaonline



