O governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP) surpreendeu adversários ao adotar postura ofensiva nos debates realizados no início deste mês, enquanto Cícero Lucena (MDB) e Efraim Morais (PL) demonstraram alinhamento tático que pode se transformar em apoio mútuo num eventual segundo turno.
No primeiro confronto, promovido pela FGTV e MRTV na sexta-feira (7), Lucas deixou de lado a expectativa de timidez que alguns correligionários e rivais tinham sobre sua atuação em debates. Logo na primeira resposta, ele passou à iniciativa, elevou o tom e buscou reagir aos ataques, o que fez com que opositores reavaliassem sua estratégia.
O segundo embate, exibido pela Arapuan na noite deste domingo (09), confirmou parte das impressões iniciais: Lucas manteve postura agressiva, mas os oponentes retornaram mais preparados. Efraim explorou fragilidades da gestão estadual com argumentação mais estruturada, enquanto Cícero investiu em críticas direcionadas ao ex-aliado.
Durante o segundo debate Cícero expôs uma lista com 135 servidores contratados no meio do ano e apontou salários de R$ 14.500 para esses vínculos, conforme trouxe à tona no encontro. A apresentação desse levantamento gerou cobrança por esclarecimentos, que não foram detalhados no momento.
O contraponto de Lucas veio com acusações de que Cícero teria inflado a folha da prefeitura de João Pessoa com contratados oriundos do Sertão, que, segundo ele, não exerceriam efetivamente atividades na capital. No entanto, no espaço do debate faltaram nomes, listas ou documentos que comprovassem a alegação na ocasião.
Efraim, por sua vez, foi surpreendido ao ter trazidas à discussão a foto da banheira e insinuações sobre sua ligação com investigados no esquema do INSS, o que resultou em um bloco de acusações e defesas sobre moralidade e laços familiares na política.
Propostas foram apresentadas ao longo dos confrontos, mas, segundo os exemplos expostos nos debates, elas ainda surgem em meio a ataques e com consistência inferior ao necessário para se firmarem como diferenciais claros de campanha.
Em síntese, Lucas ganhou pontos por não se limitar ao papel de réu nos embates, porém precisa dispor de dados e documentos para rebater acusações que envolvem sua gestão e a relação com João Pessoa. Cícero e Efraim, enquanto isso, mantêm rota de ataque e podem compor apoio mútuo em uma eventual disputa de segundo turno.
Há ainda muitos capítulos pela frente; a campanha está apenas começando.
Com informações de Jornaldaparaiba




