Brasília (DF), 22/02/2024, Fachada do Prédio da Polícia Federal em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Operação Monte Sinai é deflagrada pela Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na quinta-feira, 13 de agosto de 2026, a Operação Monte Sinai para apurar a atuação de uma organização criminosa investigada por uma série de crimes no estado do Maranhão. A ação mira supostas fraudes em processos licitatórios, desvio de emendas parlamentares, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e delitos contra a ordem tributária.

Segundo informou a corporação, a ofensiva incluiu o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal. As diligências foram realizadas com o objetivo de recolher documentos, dispositivos eletrônicos e outros elementos que possam auxiliar na investigação sobre a possível prática dos ilícitos.

A PF descreveu a operação como uma investigação voltada à atuação de uma organização criminosa com ramificações no Maranhão. Os procedimentos buscam identificar responsáveis por eventuais desvios de recursos oriundos de emendas parlamentares e por mecanismos que teriam sido utilizados para ocultar patrimônio e promover lavagem de valores decorrentes das fraudes apontadas.

No rol de crimes investigados constam, especificamente, fraudes em licitações — suspeitas de manipulação de processos de contratação pública — e infrações tributárias relacionadas a ocultação de ativos. A apuração também inclui medidas para rastrear a origem e o destino de recursos financeiros que, segundo a PF, podem ter sido produto das práticas ilícitas.

As ações de busca e apreensão cumpridas no curso da Operação Monte Sinai fazem parte de diligências iniciais destinadas a reforçar a coleta probatória e a instrução do inquérito. A corporação informou que outras fases investigativas poderão ocorrer conforme os elementos obtidos nos locais alvos das medidas.

Não foram divulgados, até o momento, nomes de pessoas ou entidades investigadas, tampouco informações sobre prisões ou bloqueio de bens. A PF ressalta que as medidas judiciais têm caráter de investigação e que eventual conclusão dependerá da análise das provas reunidas.

As autoridades responsáveis seguem com a apuração para esclarecer a extensão das irregularidades apontadas e identificar todos os envolvidos no suposto esquema.

Com informações de Paraibaonline