Isabela Fonseca Barbosa, de 33 anos, natural de João Pessoa (PB), teve o corpo enviado para a capital paraibana nesta quarta-feira (13). Segundo o irmão da vítima, Davi Fonseca, o velório ocorrerá a partir das 19h na funerária São João Batista, no bairro do Tambiá, e o sepultamento está marcado para as 8h de quinta-feira (14) no Cemitério Senhor da Boa Sentença.
A polícia de São Paulo investiga o crime como feminicídio. Isabela foi encontrada morta na noite de segunda-feira (10) e o principal suspeito, identificado como João Pedro da Silva Barroso, de 28 anos, foi preso horas depois. Ele foi autuado por feminicídio e, em audiência de custódia realizada na terça-feira (11), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. O caso foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
De acordo com o boletim de ocorrência, o corpo de Isabela foi localizado no recuo de um imóvel na Rua Doutor Fabrício Vampré, na região da Vila Madalena. Testemunhas e imagens de câmeras de segurança mostram a mulher caminhando com um homem e, minutos depois, o homem retornando sozinho ao local. Um vigilante, desconfiado, passou a buscar a mulher e a encontrou caída no imóvel. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a médica de plantão constatou o óbito.
O laudo preliminar do boletim descreve que a vítima apresentava múltiplas lesões e o rosto desfigurado. A perícia técnica compareceu ao local e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML).
Prisão e depoimento do suspeito
Por volta das 23h40 (Brasília UTC-3), durante patrulhamento na região, policiais localizaram João Pedro na Rua Gândavo. Segundo o registro policial, ele tentou fugir, mas foi abordado; com ele foram encontrados o documento de identidade e um celular pertencentes à vítima, além de um lençol semelhante ao visualizado nas imagens de segurança.
Em depoimento, o suspeito afirmou manter um relacionamento amoroso com Isabela havia cerca de um ano. Ele declarou à polícia que decidiu matar a mulher após supostamente descobrir, dias antes, que ela iria matá-lo. Também relatou ter feito uso de crack na noite do crime e afirmou que Isabela não havia consumido drogas. João Pedro permanece preso preventivamente e à disposição da Justiça.
Com informações de G1



