Quem: autor da coluna cultural e cineasta Christopher Nolan.
O quê: texto sobre a impressão do crítico ao rever clássicos do cinema épico e ao assistir ao novo filme de Nolan, A Odisseia.
Quando: referências a filmes de 1956 a 1962 e memórias da infância em 1967 e 1969; avaliação atual feita após exibição recente de A Odisseia.
Onde: sessões de cinema e lembranças televisivas no Brasil.
Como: comparação entre o filme de Nolan e grandes épicos do passado, além de referências pessoais às primeiras experiências do autor com mitologia e cinema.
O autor apresenta seu top 5 de filmes épicos, todos vistos na infância e revisitados na vida adulta: Os Dez Mandamentos (1956), dirigido por Cecil B. DeMille, com Charlton Heston como Moisés, duração de 3 horas e 50 minutos; Ben-Hur (1959), de William Wyler, com Charlton Heston como Judah Ben-Hur, 3 horas e 40 minutos; Spartacus (1960), dirigido por Stanley Kubrick, com Kirk Douglas no papel-título, 3 horas e 20 minutos; El Cid (1961), dirigido por Anthony Mann, com Charlton Heston como Rodrigo Diaz de Vivaz, 3 horas de duração; e Lawrence da Arábia (1962), de David Lean, com Peter O’Toole como T.E. Lawrence, 3 horas e 50 minutos.
Essas referências surgem após a ida ao cinema para ver A Odisseia, de Christopher Nolan. O autor conta que a primeira lembrança relacionada à guerra de Troia veio em 1967, num episódio da série televisiva O Túnel do Tempo intitulado na exibição brasileira de Presente de Grego (original em inglês: Revange of the Gods), quando tinha oito anos. A palavra “odisseia”, por sua vez, entrou de forma marcante em sua vida em 1969, ao assistir 2001: Uma Odisseia no Espaço, aos 10 anos.
O crítico diz ter lido A Odisseia na juventude em alguma tradução que achou árida e narra ter relido a história em versões em prosa em livros de mitologia. Sobre Nolan, o texto o descreve como cineasta britânico de 56 anos e figura importante do cinema contemporâneo, embora o autor admita não se deixar levar por todos os filmes do diretor.
Entre as obras de Nolan, o autor elogia Oppenheimer e Dunkirk, considera Interstellar um belo filme de ficção científica, mas inferior a 2001 de Kubrick, e vê Batman: O Cavaleiro das Trevas como superestimado, apesar da atuação de Heath Ledger, preferindo as versões de Tim Burton dos anos 1980/90.
Quanto a A Odisseia, o texto destaca a assinatura de Nolan: grande orçamento, elenco de peso, fotografia caprichada e apelo de público. O crítico aponta uma imagem marcante do cavalo à beira-mar, que o lembrou da Estátua da Liberdade em O Planeta dos Macacos (1968), e observa que nunca houve um cavalo de Troia igual ao apresentado por Nolan. Avalia a interpretação de Matt Damon como adequada, mas afirma que ela empalidece diante de nomes como Charlton Heston, Kirk Douglas e Peter O’Toole em seus respectivos épicos.
O autor conclui que sentiu saudade dos épicos clássicos listados no começo do texto e, embora tenha gostado de A Odisseia, não se empolgou com a experiência, atribuindo possivelmente a sensação a uma diferença geracional.
Com informações de Jornaldaparaiba



