Um tremor de terra de pequena intensidade, medido em 1.4 mR, foi registrado no município de Belém do Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba, na madrugada desta quarta-feira (19). O abalo foi detectado por volta de meia-noite pelos sismógrafos do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN).
Segundo o jornalista Clinton Medeiros, que acompanhou a apuração diretamente de Catolé do Rocha, a maioria dos moradores da cidade não percebeu o evento. As entrevistas realizadas indicaram que, por ocorrer em horário em que grande parte da população já dormia, não houve relatos de susto ou de sensação de tremor nas vias públicas.
Em programa de televisão, o repórter relatou que as pessoas ouvidas afirmaram não ter sentido a terra tremer. A confirmação do registro, no entanto, despertou curiosidade entre os residentes sobre a possibilidade de novos episódios e eventuais riscos.
Belém do Brejo do Cruz e Catolé do Rocha ficam na faixa limítrofe com a região Oeste do Rio Grande do Norte, o que explica a atuação de monitoramento da UFRN nessa área de divisa entre os estados. De acordo com a apuração, a proximidade geográfica é um dos motivos para a presença constante de estações sismográficas coordenadas pelo LabSis.
Abalos de baixa intensidade são relatados com certa regularidade nessa faixa territorial. O texto de origem cita que eventos semelhantes já foram registrados neste ano em municípios vizinhos do estado potiguar, como Caraúbas, sem causar danos estruturais.
Embora o tremor tenha sido fraco e não tenha provocado prejuízos ou danos à população, a confirmação do registro levou moradores a manterem-se atentos. Especialistas e autoridades permanecem acompanhando os dados das estações sismográficas da região para avaliar a ocorrência de novos registros.
Questionado sobre a reação dos habitantes, Clinton Medeiros destacou o clima de expectativa: “O que tem agora na mente das pessoas é que ficou um sentimento de expectativa. Será que isso volta a acontecer? Será que isso tem algum risco?”
As autoridades seguem monitorando os registros sísmicos para acompanhar possíveis desdobramentos.
Com informações de Diariodosertao



