O Programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos aumentou o limite máximo de financiamento para veículos novos de R$ 150 mil para R$ 200 mil e passou a incluir mais configurações de carros híbridos na lista de modelos elegíveis.
A alteração foi formalizada por uma portaria interministerial dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda, publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União. A portaria registrada no DOU é a Portaria Interministerial MDIC/MF n.º 188, de 18 de agosto de 2026.
Quem, o que e quando
O reajuste do teto de preço, calculado com base no valor constante na nota fiscal do veículo, amplia as opções de compra para motoristas de aplicativo e taxistas inscritos no programa. Até então, o limite era de R$ 150 mil; agora, veículos com nota fiscal de até R$ 200 mil podem ser financiados.
Alcance de mercado e impacto
Com o novo teto, o governo estima que o critério econômico do programa passe a abranger cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos, contra aproximadamente 63% antes da mudança, com base nos dados de emplacamentos da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) referentes a 2025. Na prática, a medida amplia a diversidade de modelos disponíveis aos beneficiários, incluindo categorias de maior conforto.
Ampliação para híbridos
A portaria também expandiu as categorias de veículos híbridos aceitas pelo programa. Passam a ser contemplados modelos que combinam motor elétrico com motor a combustão alimentado por álcool, por gasolina e por uma combinação álcool/gasolina. Os critérios de sustentabilidade e eficiência energética do programa permanecem vigentes.
Segundo dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026, veículos híbridos podem reduzir, em média, cerca de 24% do consumo energético quando comparados a versões convencionais equivalentes.
Recursos e adesão dos bancos
Em vigor desde 27 de julho, o Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões em crédito para aquisição de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas. O governo avalia ajustes para ampliar a participação dos bancos privados nas operações. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na noite de quarta-feira (19) que a equipe econômica estudava mudanças no programa e registrou maior disposição de concessão por parte do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em comparação com instituições privadas.
Durigan informou que a adesão ao programa está aquém da expectativa inicial do governo, apesar de o volume de operações já ser considerado relevante, e que o Executivo analisará medidas para estimular o interesse dos bancos privados e aumentar o número de financiamentos.
Com o novo teto de R$ 200 mil e a inclusão de mais configurações híbridas, o governo busca ampliar as opções de veículos para motoristas de aplicativo e taxistas e elevar a participação das instituições financeiras privadas nas operações de crédito.
Com informações de Agência Brasil




