O musical La La Land, Cantando Estações foi reexibido em salas de cinema em comemoração aos 10 anos de sua estreia, obra dirigida por Damien Chazalle. Na coluna publicada nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, o autor recupera e reúne dois textos que escreveu sobre o filme quando ele estreou.
O colunista declara não ser admirador de La La Land e afirma ter saído da sessão comparando o longa com grandes musicais que considera referências do gênero. Em sua avaliação, o último “grande” musical que o impressionou foi All That Jazz, título que lembra como, segundo ele, o gênero já passou por momentos de revitalização.
Apesar de reconhecer que alguns veem em La La Land um renascimento do musical, o autor defende que será preciso mais tempo para confirmar essa visão. No imediato, ele classifica o filme como supervalorizado e descreve-o simplesmente como “fofo”. Segundo o texto, o tributo às referências do gênero, repleto de citações, soa ao leitor como artificial e exagerado.
O colunista também observa um padrão entre espectadores: muitos que geralmente rejeitam musicais — “não gosto de musicais, detesto esses diálogos cantados” — dizem ter apreciado La La Land. Em contraste, ele afirma amar os musicais clássicos e não detectar, no filme, elementos verdadeiramente excepcionais.
Ao longo do texto, o autor cita diversas obras clássicas para contrapor o filme contemporâneo, mencionando títulos como A Noviça Rebelde, West Side Story e Cantando na Chuva, e sustenta que cada referência em La La Land acentuava, para ele, a fragilidade do longa relançado. Ainda assim, encerra com um desejo expresso de que a nova experiência estimule quem odeia musicais a reconsiderar o gênero.
Na segunda parte do texto reunido, o colunista relata episódios nos bastidores de uma emissora de televisão e comentários de entusiastas sobre a sequência de abertura de La La Land. Ele descreve conversas em que fãs elogiam o uso de plano sequência e a estrutura narrativa que mostra parte do dia da personagem feminina e depois retrocede para acompanhar o dia do personagem masculino.
O autor conta que, ao perguntar sobre obras anteriores que também usaram recursos semelhantes, ouviu que muitos desconheciam filmes como Festim Diabólico, A Marca da Maldade, Passageiro, Profissão: Repórter e O Jogador. Ele menciona ainda outras referências apontadas por apreciadores, como Gravidade, Grande Golpe, Jackie Brown e Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, além de associações entre uma cena de círculo de cantores e a abertura de Superstar.
O autor conclui a coluna afirmando sua perplexidade diante do fenômeno em torno de La La Land, perguntando-se se o problema estaria nele mesmo, já que não consegue entender o entusiasmo que o título desperta em parte do público.
Com informações de Jornaldaparaiba


