A Justiça da Paraíba acolheu a denúncia do Ministério Público estadual e tornou réus o delegado Braz Morroni e outros sete investigados no âmbito da Operação Perfidus, que apura suposto envolvimento de policiais civis com o tráfico de drogas no estado.
A acusação, apresentada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), aponta que os investigados teriam se apropriado e desviado carregamentos de entorpecentes pertencentes a facções criminosas, para, em seguida, comercializá-los a grupos rivais. Além disso, o Ministério Público imputa aos denunciados crimes de lavagem de dinheiro.
Ao receber a peça acusatória, o Judiciário entendeu que havia elementos probatórios suficientes para dar início à ação penal, destacando que o Ministério Público individualizou a participação de cada um dos envolvidos no esquema descrito na denúncia.
A decisão judicial também manteve a prisão preventiva de Braz Morroni de Paiva Júnior e dos demais acusados: Everton Rychelyson da Silva Aires, Eduardo Jorge Ferreira do Egito, José Alexandrino de Lira Júnior, João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral e Paulo Ricardo Barbosa de Souza. Segundo o despacho, a custódia cautelar permanece necessária em razão do risco de interferência dos réus nas apurações e na instrução do processo.
A Operação Perfidus investiga a atuação de agentes da polícia civil em supostas práticas relacionadas ao comércio ilícito de drogas no território paraibano, conforme descrito na denúncia do Gaeco.
Com a aceitação da denúncia, o caso seguirá na esfera criminal, com a tramitação da ação penal contra os oito réus, que agora terão de responder aos fatos apontados pelo Ministério Público.
Com informações de Maispb




