Ministro interrompe atividades presenciais do plenário novamente
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento da sessão plenária agendada para esta quinta-feira (10). A medida ocorre em meio ao que o tribunal descreve como um agravamento da crise entre ministros da própria Corte.
Na véspera, Fachin já havia suspendido a sessão marcada para quarta-feira (9). O cancelamento de quarta-feira ocorreu horas depois de o ministro Flávio Dino ter ordenado a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor‑geral, ação que passa a compor o conjunto de fatos que motivam a tensão interna entre magistrados.
As decisões de suspensão das sessões foram anunciadas nos dias indicados e refletem a continuidade do impasse institucional que envolve membros do STF. Os cancelamentos consecutivos interromperam a rotina de sessões do plenário em dois dias seguidos, situação incomum que evidencia o quadro de conflito relatado pela Corte.
O primeiro cancelamento, na quarta-feira (9), ocorreu poucas horas depois da determinação de Flávio Dino pela reintegração de Andrei Rodrigues ao posto de diretor‑geral. Na sequência, o ministro Fachin voltou a cancelar a sessão de quinta-feira (10), em um contexto no qual a crise entre ministros se agravou, conforme indicado pelos atos administrativos e pelo adiamento das atividades plenárias.
As suspensões sucessivas das sessões do plenário interromperam a agenda prevista do Supremo e marcaram um episódio de instabilidade interna que permaneceu sem resolução pública nos dias citados. As decisões tomadas por Fachin e a ordem de reintegração assinada por Flávio Dino foram os elementos centrais mencionados nas ações que levaram aos cancelamentos.
O STF registrou, assim, dois dias consecutivos sem a realização das sessões plenárias inicialmente programadas, em razão das medidas adotadas pelos ministros envolvidos e do desenrolar da crise interna.
Com informações de Paraibaonline




