Nabor Wanderley, candidato ao Senado pelo Republicanos, afirmou em sabatina promovida pelo ClickPB na quinta-feira (10) que o Senado deve adotar postura cautelosa ao avaliar pedidos de impeachment contra ministros. Segundo ele, essa medida só se justificaria em circunstâncias excepcionais e deve ser tratada com responsabilidade institucional.
Durante a entrevista, Wanderley ressaltou a necessidade de respeito às leis, ao mesmo tempo em que pediu a preservação do equilíbrio entre os Poderes. Para o candidato, não se discute a igualdade de todos perante a legislação, mas a importância de manter a harmonia institucional para evitar rupturas desnecessárias.
Ao comentar a relação entre o Supremo Tribunal Federal e os demais entes do Estado, ele afirmou que tem observado interferências do STF em atribuições que, em sua avaliação, cabem ao Congresso Nacional e à Presidência da República. Na avaliação do candidato, esse tipo de interferência estaria equivocado no momento.
Questionado especificamente sobre a abertura de processos contra ministros do STF, Wanderley defendeu que o Senado não deve permitir que questões dessa natureza sejam dirigidas por motivações partidárias ou por extremismos. Ele afirmou que, em caso de necessidade real de instauração de processo administrativo de impeachment, o Senado precisa conduzir a discussão com sobriedade e critério, evitando polarizações políticas.
O candidato frisou ainda que a decisão sobre medidas tão graves exige deliberação e ponderação por parte dos senadores, preservando o devido processo e a função legislativa de fiscalização sem recorrer a posturas hostis entre os Poderes.
Wanderley encerrou sua posição defendendo que eventuais ações contra ministros devem ser tratadas como exceção, não como instrumento rotineiro de disputa política, mantendo a cautela e a responsabilidade como guias do Parlamento.
Com informações de Polemicaparaiba




