A candidata a uma cadeira na Câmara dos Deputados, Capitã Rebeca (Republicanos), reuniu neste sábado (12) simpatizantes na Praça da Paz, em João Pessoa, para tratar de propostas relacionadas à segurança pública. Oficial da Polícia Militar da Paraíba, ela afirmou que pretende atuar para garantir concursos públicos regulares, políticas de manutenção urbana e mudanças na legislação penal.
No ato, a postulante destacou a necessidade de concursos periódicos como forma de evitar o encolhimento do efetivo policial provocado por aposentadorias e outras baixas. Segundo Rebeca, a realização constante de certames é um compromisso de sua atuação política para assegurar que as forças de segurança tenham pessoal suficiente e condições de trabalho adequadas.
Ela também ressaltou que a segurança vai além do número de agentes nas ruas. Para a candidata, elementos da infraestrutura urbana — como iluminação pública, conservação de praças, poda de árvores e a ocupação correta dos espaços coletivos — são fundamentais para reduzir áreas propícias à criminalidade. Rebeca afirmou que, quando o estado deixa de cuidar desses locais, eles tendem a ser ocupados por criminosos, afastando os moradores e frequentadores.
No contexto da disputa eleitoral, o nome de Rebeca figura entre os candidatos que buscam consolidar uma eventual quarta vaga do Republicanos para deputado federal. Entre os principais nomes do partido mencionados na campanha estão Hugo Motta, Murilo Galdino e Wilson Santiago, enquanto avalia-se, nos bastidores, uma competição mais acirrada pela posição seguinte na chapa.
Motorista de aplicativo cobra mais segurança
Durante a reunião, um motorista de aplicativo questionou a candidata sobre medidas específicas para proteger profissionais que trabalham nas ruas e estão expostos a assaltos e outras ocorrências criminosas. Rebeca respondeu direcionando a discussão para o tema da legislação penal e criticou a sensação de impunidade que, segundo ela, persiste em casos graves.
Em defesa da alteração do marco legal, a candidata propôs reduzir a maioridade penal para adolescentes que cometam crimes dolosos contra a vida, afirmando que menores que utilizam arma e tiram a vida de alguém devem responder de forma semelhante a adultos nesses casos. Como ilustração, citou a morte de Washington Rodrigo, de 33 anos, ocorrida em julho dentro de um hotel no bairro de Manaíra, em que um adolescente de 17 anos foi responsabilizado pela Justiça por ato infracional análogo a homicídio qualificado e submetido à medida socioeducativa de internação, que, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pode durar até três anos.
A candidata encerrou a fala reafirmando o compromisso com concursos para recompor efetivos, a adoção de intervenções urbanas para reduzir vulnerabilidades e a busca por mudanças na legislação penal voltadas a responsabilizar adolescentes envolvidos em crimes graves contra a vida.
Com informações de Polemicaparaiba




