Um homem apontado pela investigação como chefe de uma facção criminosa no Acre passou a ser alvo de mandado na operação Muro de Gesso após ser localizado em João Pessoa usando identidade falsa, informou a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO). A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (16) e apura um grupo suspeito de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.
Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre o cumprimento do mandado contra o suspeito localizado na Paraíba. A operação Muro de Gesso, coordenada pela FICCO, cumpre 14 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão, com atuação em João Pessoa e Cabedelo.
Segundo as investigações, o homem apontado como líder desempenhava papel central na coordenação das atividades da organização. Apesar de não constar vínculo empregatício ou atividade lícita registrada em seu nome, ele mantinha padrão de vida elevado, segundo a apuração.
A investigação identificou ainda a utilização de parentes e comparsas como “laranjas” para registrar bens ligados ao grupo. Entre os patrimônios relacionados aos investigados estão imóveis residenciais e comerciais, apartamentos de alto padrão e veículos de luxo.
Ao longo da apuração, a polícia associou eventos de tráfico de entorpecentes ao grupo, que resultaram na apreensão de aproximadamente 396 kg de cocaína. A Justiça determinou a apreensão de 29 imóveis e dois veículos, além do bloqueio judicial de até R$ 8 milhões relacionados ao esquema.
Em nota, a Polícia Federal afirmou que as apurações mostraram atuação permanente dos integrantes, movimentando recursos financeiros ilícitos e empregando mecanismos sofisticados para dissimulação patrimonial, além de episódios relacionados ao tráfico que motivaram as apreensões citadas.
Operação contra organizações criminosas
A ação faz parte da Operação Força Integrada IV, deflagrada simultaneamente pelas Ficcos em 19 estados nesta quarta-feira (16). No total, são cumpridos 173 mandados de busca e apreensão e 106 mandados de prisão em todo o país, além de medidas contra o patrimônio dos investigados.
No conjunto das investigações vinculadas à Força Integrada IV, decisões judiciais determinaram bloqueios, apreensões e outras restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões.
A investigação segue em andamento, com diligências e checagens nas localidades indicadas pelos mandados.
Com informações de Jornaldaparaiba



