A Polícia Civil apreendeu, na sexta-feira (18), em Cabedelo, um adolescente de 17 anos suspeito de envolvimento em nove homicídios na região do Vale do Mamanguape, na Paraíba. Investigadores apontam que o jovem atuava como o “braço direito” de Jorlan Lopes da Silva, preso recentemente após investigação da polícia.
Segundo a corporação, o adolescente é investigado pela morte de um outro jovem ocorrida em 12 de setembro, durante a concentração de um evento político na Praça da Juventude, em Mamanguape. Na ocasião, havia aglomeração de pessoas para a participação do deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e do prefeito Joaquim Fernandes (PSB).
A Polícia Civil informou que o homicídio não tem relação com questões políticas, mas estaria ligado a disputa entre facções criminosas que atuam na região. A apreensão do menor foi realizada durante operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Contexto da prisão de Jorlan e investigações
O homem identificado como Jorlan fugiu, mas foi capturado em Mulungu no domingo (13). Antes de ser reconhecido, ele passou por policiais trajando vestido, peruca, sandália feminina, óculos escuros e com as unhas pintadas. De acordo com o delegado responsável pelo caso, o suspeito retornou à residência onde estava, pegou um revólver e deixou uma criança no local; ao sair, o vestido teria se deslocado e uma tatuagem permitiu sua identificação.
Durante depoimento após a prisão, Jorlan afirmou ter cometido cerca de 80 homicídios ao longo da vida. A Polícia Civil declarou que está confrontando as alegações com investigações em curso, provas técnicas e registros de mortes. O delegado Douglas Garcia comentou sobre a declaração do suspeito: “É um número muito expressivo. Nós acreditamos que se não for esse número, é algo muito próximo disso”.
A corporação ainda não esclareceu como a criança foi parar com o suspeito nem se ela recebeu atendimento médico até a publicação desta matéria. A criança não era parente de Jorlan, segundo as informações divulgadas.
Após cerca de 48 horas de operação, Jorlan foi detido com um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça da Paraíba. Na mesma ação, outros dois homens suspeitos de envolvimento em crimes na região foram presos em Mulungu. O delegado Marcos Paulo Sales informou que os três detidos teriam ligação com a mesma facção criminosa.
Jorlan foi encaminhado ao Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, após audiência de custódia.
Com informações de Jornaldaparaiba



