O Instituto Êxito de Empreendedorismo apresentou o Manifesto Nacional pela Educação Empreendedora, iniciativa que propõe tornar a educação empreendedora uma política pública permanente em todo o Brasil. O documento aponta a necessidade de reorientar a formação de crianças, jovens e adultos para desenvolver competências como criatividade, autonomia, liderança, inovação e capacidade de resolver problemas.

Segundo o manifesto, as transformações provocadas por inteligência artificial, automação, economia digital e novas relações de trabalho estão mudando profissões e exigindo habilidades diferentes dos modelos tradicionais de ensino. Por isso, defende-se que a educação ultrapasse a transmissão de conteúdos e passe a preparar estudantes para criar oportunidades e construir soluções.

O texto foi assinado por Janguiê Diniz, presidente do Instituto Êxito, e afirma não representar interesses partidários nem apoiar governos ou candidaturas. O manifesto faz um chamamento a gestores públicos, ao Congresso Nacional, às assembleias legislativas, às universidades, às empresas, aos educadores e à sociedade civil para a elaboração conjunta de uma política nacional de educação empreendedora.

Principais pontos

Entre as propostas centrais, o documento defende que o empreendedorismo seja reconhecido como competência transversal, presente desde a educação básica até o ensino superior, e não apenas como disciplina isolada. O manifesto apresenta dez compromissos considerados prioritários para os próximos governos.

Entre as medidas propostas estão a criação de uma estratégia nacional de educação empreendedora e a ampliação de metodologias práticas, como projetos, oficinas, laboratórios, empresas juniores, hackathons e atividades voltadas à resolução de problemas reais. Também se propõe investimento na formação de professores em metodologias ativas, inovação, tecnologia e empreendedorismo.

O manifesto recomenda maior articulação entre instituições de ensino, empresas, startups, organizações sociais e órgãos governamentais, para que estudantes desenvolvam soluções aplicadas. Sugere ainda que cada aluno tenha ao menos uma experiência prática de empreendedorismo durante a formação, que pode incluir uma startup, projeto social, solução tecnológica, iniciativa cultural ou negócio local.

A proposta inclui ensino de inteligência artificial para além do uso de ferramentas: alunos deveriam aprender a desenvolver projetos e iniciativas empreendedoras a partir dessas tecnologias. O texto também recomenda a criação de ambientes de inovação em escolas e universidades, com laboratórios, incubadoras, aceleradoras, hubs e espaços de desenvolvimento.

Por fim, o manifesto defende ampliar fundos, bolsas, editais e programas de capital-semente para financiar ideias de estudantes e recém-formados, além de oferecer mentoria, redes de relacionamento e acesso a mercados. O documento sustenta que a mudança necessária é, sobretudo, cultural, estimulando experimentação, iniciativa e aprendizado a partir dos erros.

O objetivo declarado pelo Instituto Êxito é estabelecer a educação empreendedora como prioridade nacional e política de longo prazo, direcionada à geração de oportunidades, inovação, aumento de produtividade e desenvolvimento econômico e social. O manifesto está disponível para consulta na íntegra.

Com informações de Jornaldaparaiba