Nabor Wanderley, candidato ao Senado pelo Republicanos, criticou a distribuição de panfletos apócrifos que, segundo ele, denigrem sua candidatura e representam uma ação desesperada por parte de adversários. O material, identificado em locais de Bayeux e Santa Rita, contém insinuações de que lideranças políticas teriam recebido vantagem financeira em troca de apoio ao ex-prefeito de Patos.
Ao comentar a circulação dos impressos, Nabor afirmou lamentar a adoção de práticas de ataque e agressão no debate eleitoral, ressaltando que esse tipo de expediente não contribui para a política. Segundo o candidato, a população não deseja campanhas de acusações, mas representantes que devolvam o voto por meio de trabalho efetivo.
O conteúdo dos panfletos aponta um dos beneficiados, no entendimento dos autores do material, como sendo o deputado estadual e candidato à reeleição Felipe Leitão (MDB), que teria recebido vantagem financeira por dar apoio ao ex-prefeito de Patos. Não há, na publicação original, comprovação dessas alegações; trata-se de acusações veiculadas nos panfletos anônimos.
Felipe Leitão é filiado ao MDB, o mesmo partido de Veneziano Vital do Rêgo, que concorre à reeleição ao Senado e figura como concorrente de Nabor na disputa pela vaga. A menção à coincidência partidária foi feita no material e também destacada em comentários posteriores sobre o caso.
Diante da circulação dos panfletos, o caso foi encaminhado à Polícia Federal. A corporação instaurou um inquérito para apurar a autoria e a distribuição do material impresso, bem como eventuais responsabilidades criminais e eleitorais decorrentes da ação.
Até o momento não há registro público de quem produziu ou financiou os panfletos, nem de provas que confirmem as alegações contidas neles. As investigações conduzidas pela Polícia Federal devem buscar identificar os responsáveis e esclarecer se houve tentativa de influenciar a disputa eleitoral por meio da divulgação de informações não verificadas.
O episódio reacende debate sobre práticas de desinformação e ataques em campanha, enquanto os envolvidos mantêm posições públicas contrárias às acusações e aguardam os desdobramentos do inquérito.
Com informações de Maispb



