O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, pediu na segunda-feira (12) uma apuração urgente sobre supostos conteúdos de desinformação atribuídos ao canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A medida visa esclarecer se as mensagens investigadas representam risco à integridade do processo eleitoral.
A solicitação foi encaminhada à Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do tribunal, unidade encarregada de mapear ameaças relacionadas a notícias falsas e coordenar ações de verificação. A equipe técnica deve analisar as publicações apontadas e identificar eventuais providências já adotadas.
Na determinação, o ministro requisitou que a assessoria verifique se as mesmas peças ou conteúdos substancialmente equivalentes circularam em outras redes sociais e canais digitais. Também foi pedido que o setor informe se detectou uma atuação coordenada para ampliar a distribuição das mensagens.
Além de checar a presença do material em diferentes plataformas, Nunes Marques solicitou explicações sobre medidas internas que tenham sido tomadas contra o canal até o momento, caso existam procedimentos em curso.
O assunto já motivou decisões judiciais contraditórias dentro do próprio TSE, segundo a peça que motivou a apuração. A investigação técnica deve subsidiar eventuais posicionamentos da corte diante das disputas judiciárias em torno do caso.
Na terça-feira (13), o presidente do tribunal tem agendada uma reunião com os coordenadores de campanha de Flávio Bolsonaro e Lula. A chamada “guerra de liminares” entre as equipes de campanha recebeu críticas de ambos os lados, e o encontro busca tratar de condutas esperadas para o segundo turno.
A investigação determinada por Nunes Marques segue a rotina do TSE de monitorar conteúdos que possam afetar o pleito, com foco em mapear circulação, alcance e possíveis estratégias de disseminação coordenada.
Com informações de Polemicaparaiba


