João Azevêdo, senador eleito e presidente estadual do PSB, informou em Brasília que o partido iniciou debate sobre a formação de uma federação com outras legendas de centro-esquerda. A declaração foi feita durante reunião da Executiva Nacional do PSB, dirigida por João Campos, e revelada ao veículo Polêmica Paraíba.
Segundo Azevêdo, a proposta busca fortalecer o campo progressista diante da rearticulação da extrema-direita no país. Ele ressaltou que o PSB se consolidou como a segunda força progressista com maior capilaridade e foi o único partido a ampliar sua bancada no Senado, passando a ter três representantes.
Durante a visita ao Senado, primeira após a eleição, o senador eleito foi recebido pela diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, e reencontrou governadores e colegas senadores. Em postagem, Azevêdo destacou: “É ao lado deles, se Deus quiser, que vamos seguir trabalhando por mais avanços e oportunidades para a nossa gente”. Ele também comemorou a aprovação do fim da escala 6×1 pelo Senado Federal e agradeceu ao eleitorado paraibano pelo apoio.
O político defendeu a implementação, na próxima legislatura, de uma mini-reforma política que permita acomodar a situação de partidos que buscam representação no Congresso e pleiteiam regras mais democráticas. Azevêdo criticou a ênfase atual no debate sobre a distribuição do Fundo Partidário e a obtenção de cláusula de desempenho, dizendo que a mini-reforma viabilizaria um ajuste mais igualitário.
Ele reafirmou seu compromisso com as pautas defendidas durante a campanha na Paraíba, em articulação com o governador eleito em primeiro turno, Lucas Ribeiro (PP), e com os deputados estaduais, indicando que seu mandato será orientado para temas práticos da vida cotidiana e não para disputas de poder vazias.
Sobre o cenário nacional, Azevêdo disse estar empenhado na vitória do presidente Lula (PT) no segundo turno e demonstrou entusiasmo com a mobilização social para derrotar o candidato da direita, Flávio Bolsonaro (PL). Avaliou que a polarização ideológica no país é prejudicial, mas que não é momento para “baixar a guarda”.
O senador eleito anunciou ainda que defenderá a criação de um Sistema Único de Segurança Pública, financiado por recursos constitucionais, argumentando que os estados não suportam sozinhos o atual ônus financeiro e que o governo federal deve coordenar as ações. Por fim, comprometeu-se a atuar como ponte para atrair investimentos e recursos à Paraíba e ao Nordeste, com ênfase no setor de energias limpas.
Por Nonato Guedes
Com informações de Polemicaparaiba



