A Polícia Civil da Paraíba desencadeou, na noite de quarta-feira (13), uma operação destinada a identificar suspeitos ligados a uma sequência de furtos registrados em João Pessoa. A ofensiva foi motivada pelo crescimento expressivo desse tipo de ocorrência nas últimas semanas, sobretudo no bairro de Manaíra, conforme informou o delegado Paulo Josafá.
De acordo com o policial, o levantamento preliminar aponta que os crimes vêm sendo cometidos, em sua maior parte, por indivíduos em situação de rua e por usuários de entorpecentes. Essas pessoas costumam percorrer a cidade durante a madrugada em busca de objetos de fácil transporte — entre eles portões, peças metálicas e equipamentos diversos — para trocar por drogas.
A ação está sendo conduzida em conjunto pela 10ª Delegacia Distrital da Capital e pela 12ª Delegacia Distrital. Equipes das duas unidades realizam diligências simultâneas com o objetivo de localizar não apenas quem efetua os furtos, mas também os receptadores que compram os materiais subtraídos. “Nosso foco é atingir toda a cadeia criminosa: do furto ao destino final dos objetos”, destacou Josafá.
Estratégias de investigação
Os investigadores vêm utilizando imagens de câmeras de segurança públicas e particulares, além de relatos de comerciantes e moradores, para traçar rotas percorridas pelos suspeitos. Também estão sendo mapeados pontos de venda de produtos usados, ferros-velhos e endereços já conhecidos pela polícia como locais de receptação.
Segundo o delegado, as abordagens serão intensificadas nas madrugadas, quando há maior incidência dos delitos. As equipes farão patrulhamento a pé e em viaturas descaracterizadas para aumentar as chances de flagrante. Blitzes itinerantes serão instaladas em vias estratégicas de Manaíra e dos bairros vizinhos.
Participação da comunidade
A corporação ressalta que a colaboração da população é fundamental para o sucesso da operação. Informações que possam ajudar na identificação dos autores ou na localização dos bens furtados podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque 197. “Qualquer detalhe pode acelerar o trabalho investigativo e diminuir o prejuízo das vítimas”, reforçou Paulo Josafá.
A Polícia Civil não divulgou prazo para conclusão da ofensiva, mas garantiu que as equipes permanecerão mobilizadas até que os principais responsáveis sejam presos e os receptadores responsabilizados criminalmente.
Com informações de Clickpb




