O dólar à vista registrou alta de 1,15% e encerrou a sessão desta quinta-feira (15) em R$ 5,087, após renovar máximas nos minutos finais do pregão ao alcançar R$ 5,098. Foi o maior valor de fechamento desde 2 de outubro, quando a cotação terminou em R$ 5,216. O movimento ocorreu em meio a um dia de prudência por parte dos investidores, que monitoraram o cenário eleitoral e notícias sobre medidas econômicas do governo.
Desempenho do mercado doméstico
No mercado acionário, o Ibovespa recuou 1,06%, fechando aos 204.324,26 pontos. O índice passou boa parte da tarde próximo de 205 mil pontos, mas ampliou perdas na última hora e chegou a se aproximar da mínima do dia, de 203.110,43 pontos. O giro financeiro da sessão foi de R$ 27 bilhões.
Apesar da queda no pregão, o Ibovespa ainda acumulava ganhos no mês, de 9,65%, e no ano, de 26,81%. Na comparação semanal, porém, o índice apresentava retração de 2,27%.
Cenário político e medidas em foco
Entre os fatores que influenciaram a acomodação do mercado esteve a divulgação de nova pesquisa eleitoral e reportagens sobre propostas governamentais com impacto fiscal. Em especial, investidores reagiram à possibilidade de anúncio sobre tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados, medida que chegou a ser vinculada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No fechamento, o dólar comercial ficou cotado a R$ 5,087, com valorização de 1,15% no dia e registrou máxima em R$ 5,098 durante o pregão.
Movimento da moeda no exterior
O comportamento da moeda brasileira ocorreu em sentido oposto ao do dólar no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,53%, aos 102,015 pontos, indicando perda de força da moeda americana perante outras moedas.
Petróleo e estoques
Os preços do petróleo encerraram o dia com resultados mistos. O Brent, referência para o mercado internacional, caiu 0,13% e passou a valer US$ 105,92 por barril. Já o WTI para novembro avançou 3,03%, fechando a US$ 97,97 por barril. O mercado acompanhou tensões geopolíticas, sinais de aumento da oferta global e ajustes de posições após alta anterior.
Nos Estados Unidos, os estoques semanais de petróleo caíram 8,557 milhões de barris, nível superior às projeções, e a Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris das reservas estratégicas anunciada pelo G7 no início de outubro.
Ao final da sessão, o dólar acumulava queda de 1,70% no mês e de 7,33% no ano, apesar da sequência de três altas consecutivas que culminou no fechamento mais alto desde o início de outubro.
Com informações de Agência Brasil



