Tiquinho Soares atravessa um ano de desempenho discreto no Santos. Aos 34 anos, o atacante soma, até o momento, 38 partidas, sete gols e quatro assistências na temporada 2025, rendimento bem abaixo do que apresentou nas três temporadas em que defendeu o Botafogo.
No clube carioca, o camisa 9 voltou ao futebol brasileiro em 2022 e rapidamente se destacou. Naquele primeiro ano, entrou em campo 14 vezes, balançou as redes em seis oportunidades e serviu companheiros em outras duas. O auge estatístico veio em 2023, quando disputou 54 confrontos, marcou 29 gols e contribuiu com sete passes decisivos. Já em 2024, temporada em que o Botafogo levantou a Conmebol Libertadores e o Campeonato Brasileiro, Tiquinho atuou 52 vezes, registrando nove gols e oito assistências.
Contextos distintos explicam a queda
A diferença de produção passa, em grande parte, pelas circunstâncias coletivas. No Botafogo, o atacante fazia parte de uma equipe com modelo de jogo consolidado, posse de bola elevada e forte presença no campo ofensivo. Essas características proporcionavam volume de oportunidades para um centroavante de área como Tiquinho.
No Santos, o panorama é outro. A equipe encontra dificuldades para controlar a bola, criar chances claras e manter intensidade durante 90 minutos. Esse cenário limita o número de finalizações e reduz a participação direta do camisa 9 nas jogadas de ataque. Além disso, a sequência de temporadas exigentes, especialmente após a campanha vitoriosa de 2024, parece ter pesado fisicamente sobre o jogador em 2025.
Perda de espaço e futuro incerto
O rendimento abaixo do esperado custou espaço ao atacante na formação titular. Com menor influência no setor ofensivo, Tiquinho tem sido preterido em algumas partidas e passou a iniciar jogos no banco de reservas. A fase pouco produtiva coincide com o momento delicado vivido pelo Santos no Campeonato Brasileiro, pressionado por resultados irregulares.
Diante desse cenário, o experiente centroavante deve reavaliar seus próximos passos. A expectativa é de que, ao término da temporada, o atleta e seu estafe analisem possibilidades para 2026, já que a permanência na Vila Belmiro dependerá da evolução de desempenho e de eventuais mudanças no departamento de futebol santista.
Enquanto isso, o Santos ainda busca soluções coletivas para voltar a criar com frequência e recuperar a confiança de seu principal camisa 9.
Com informações de Jornaldaparaiba




