Disputa no segundo turno foca em papel do Estado e gestão de empresas públicas

Os eleitores brasileiros se deparam neste domingo (25), no segundo turno das eleições, com duas plataformas de governo que adotam trajetórias distintas sobre o papel da administração pública. A diferença central entre os programas é a abordagem em relação a privatizações, venda de ativos, extinção de empresas estatais e reformas administrativas.

O programa vinculado ao candidato Flávio Bolsonaro aponta para uma agenda que prevê a retomada de processos de privatização e a alienação de ativos públicos, além de considerar a possibilidade de extinguir empresas estatais e promover mudanças na estrutura da máquina administrativa. Essas medidas, segundo o próprio teor do programa, visam reduzir o tamanho do Estado e reorganizar sua atuação.

Em contrapartida, o programa do candidato Lula enfatiza o fortalecimento das empresas públicas como instrumentos de política econômica e social. A proposta dedicada à manutenção e ao desenvolvimento dessas empresas sugere uma visão em que a presença do Estado no setor produtivo é vista como ferramenta para promover investimentos, gerar empregos e implementar políticas públicas.

Ambos os programas trazem, portanto, temas centrais ao debate sobre governança e a amplitude da atuação estatal, mas com objetivos e ênfases distintos. Privatizações, venda de ativos, extinção de estatais e reforma administrativa aparecem com destaque nas propostas de campanha, refletindo caminhos opostos para a gestão do setor público e a relação entre Estado e mercado.

A escolha do eleitorado neste domingo definirá qual das orientações será adotada para o próximo mandato, determinando se a política de governo seguirá por um caminho de redução da presença estatal na economia ou por outro que privilegia o fortalecimento de empresas públicas como instrumentos de ação governamental.

Com informações de Paraibaonline