O deputado federal André Janones (Rede-MG) descartou a possibilidade de assumir um ministério no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, o parlamentar afirmou que pretende permanecer exercendo seu mandato na Câmara dos Deputados.
Ao ser questionado sobre eventuais convites para cargos no Executivo, Janones foi categórico: “Eu não vou aceitar nenhum ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”, declarou.
Exército do Lula
A chance de integrar o governo ganhou força após Janones criar o canal de WhatsApp chamado “Exército do Lula”, que, segundo o deputado, reuniu mais de 10 milhões de participantes depois do primeiro turno das eleições de 2026. A iniciativa destacou-se pela estratégia de mobilização digital em apoio ao presidente e pela orientação dada aos integrantes para ampliar a presença da esquerda nas redes sociais.
O parlamentar descreveu o modelo como necessário durante a disputa eleitoral e útil para colaborar com a governabilidade do presidente no início do mandato, mas ressaltou que se trata de uma solução transitória. “Necessário para a gente poder dar governabilidade ao presidente a partir de agora. Mas é um modelo que deve servir como transição”, afirmou.
Janones também afirmou que o funcionamento do canal não reflete completamente o ideal de democracia que ele defende, apontando que o mais apropriado seria que cada pessoa pudesse publicar livremente em suas próprias redes. Ele ponderou, entretanto, que isso depende de um debate sobre o papel das grandes empresas de tecnologia na sociedade.
Críticas às big techs
As críticas do deputado às chamadas big techs surgiram no contexto de acusações de integrantes da campanha do presidente de que a Meta teria interferido nas eleições em benefício do senador Flávio Bolsonaro (PL), restringindo o impulsionamento e a distribuição de publicações do presidente reeleito. A empresa negou interferência, atribuindo parte dos problemas a falhas técnicas nas plataformas.
Além disso, o Comitê de Supervisão da Meta apontou ocorrências recorrentes de falhas nos mecanismos de controle de conteúdo eleitoral nas redes sociais administradas pela companhia, segundo registros públicos sobre o tema.
Janones reafirmou sua decisão de permanecer na Câmara e encerrou as declarações deixando claro que não aceitará cargos no Executivo.
Com informações de Polemicaparaiba




