O Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Campina Grande e do Agreste da Borborema (Sintab) interrompeu, nesta sexta-feira (14), a paralisação dos profissionais de saúde que vinha afetando o atendimento na segunda maior cidade da Paraíba. A suspensão é temporária: uma nova assembleia foi agendada para a próxima segunda-feira (17), quando a categoria avaliará se retoma ou não o movimento.
De acordo com o Sintab, a decisão de suspender a greve foi tomada para abrir espaço a uma possível negociação com a gestão do prefeito Bruno Cunha Lima. Caso não haja avanços, a paralisação poderá ser retomada imediatamente. “O movimento continua legal. Estamos dando um voto de confiança à prefeitura, mas a categoria permanece mobilizada”, informou o sindicato em entrevista ao programa Arapuan Verdade.
Atrasos salariais recorrentes
Os servidores reclamam de atrasos no pagamento dos salários, situação classificada como recorrente, mesmo após o anúncio da administração municipal de que a folha seria regularizada no início de novembro. O principal ponto da pauta é a implantação de um calendário fixo que garanta o recebimento dentro do mês trabalhado, evitando instabilidade financeira para os profissionais.
Além da questão remuneratória, o Sintab denuncia a falta de medicamentos, de materiais básicos e de equipamentos de proteção individual (EPIs) nas unidades de saúde. Segundo a entidade, o sucateamento compromete o atendimento prestado à população e agrava a insatisfação dos trabalhadores.
Indicativo aprovado há três meses
A categoria lembra que o indicativo de greve foi aprovado há três meses, mas, até o momento, a prefeitura não apresentou respostas concretas às reivindicações. Representantes de diversos segmentos do setor participaram da reunião que deflagrou a paralisação, aprovada por unanimidade.
Ao longo de 2025, Campina Grande registrou várias paralisações motivadas pelo chamado “caos na saúde”, conforme o sindicato. A entidade responsabiliza a falta de diálogo do governo municipal pela continuidade dos protestos e alerta que novas interrupções podem ocorrer caso não haja um acordo até segunda-feira.
Com a suspensão temporária, o atendimento nas unidades deve ser normalizado neste fim de semana. Contudo, a permanência dos serviços dependerá do resultado da assembleia marcada para 17 de novembro. Se a categoria considerar insuficiente qualquer proposta oficial, os trabalhadores prometem voltar a cruzar os braços.
Com informações de Clickpb



