Um grupo de moradores do bairro São José, em João Pessoa, interrompeu totalmente o tráfego no quilômetro 15 da BR-230 para cobrar solução imediata para a falta de água na comunidade. O bloqueio foi montado próximo ao viaduto que passa sobre a avenida Flávio Ribeiro Coutinho, mais conhecida como Retão de Manaíra, no sentido João Pessoa–Cabedelo.

Para impedir a circulação dos veículos, os manifestantes espalharam pneus e outros objetos pelo asfalto e atearam fogo, formando uma barreira de chamas e fumaça densa. A ação deixou motoristas presos em longas filas e causou lentidão em uma área que já registra grande fluxo de veículos no cotidiano.

Congestionamento e presença policial

Com a interrupção, o trânsito ficou completamente parado nos dois sentidos da rodovia federal. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar da Paraíba foram acionadas para acompanhar o protesto e organizar a circulação até que o trecho pudesse ser liberado com segurança.

Os agentes orientaram condutores a buscarem rotas alternativas, enquanto tentavam negociar com os moradores a retirada dos objetos incendiados. Mesmo com a presença das forças de segurança, a concentração de veículos se estendeu por vários quilômetros, aumentando o tempo de deslocamento de quem seguia tanto para a capital quanto para o município de Cabedelo.

Motivação do ato

De acordo com os manifestantes, o abastecimento de água no bairro São José tem sido irregular há vários dias. Eles afirmam que, apesar das solicitações encaminhadas ao serviço responsável, a distribuição continua comprometida, obrigando famílias a depender de baldes, garrafões e carros-pipa para realizar tarefas básicas. O bloqueio da rodovia, segundo os organizadores, foi a forma encontrada para chamar a atenção das autoridades e pressionar por uma resposta imediata.

Até o momento, não houve registro de confrontos ou feridos. Após diálogo com os policiais, parte dos moradores começou a retirar os entulhos e apagar o fogo, permitindo a liberação gradual da pista. As forças de segurança permanecem no local para evitar novos episódios de interdição.

O órgão responsável pelo abastecimento de água na região não se pronunciou sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

Com informações de Clickpb