A decisão da Polícia Federal de decretar, na manhã deste sábado (22), a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro repercutiu imediatamente entre políticos paraibanos que integram sua base de apoio. Os aliados afirmam que a medida representa nova etapa de perseguição política, enquanto a PF argumenta ter identificado risco de fuga após a convocação de uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Cabo Gilberto Silva (PL), deputado federal pelo estado, foi um dos primeiros a se manifestar. Em mensagem divulgada nas redes sociais, ele classificou a decisão como “vergonhosa” e relacionou a ordem de prisão a uma reunião de caráter religioso. “A prisão foi motivada por uma vigília de oração. Desde quando cultuar a Deus virou crime neste país?”, escreveu o parlamentar.
Ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga prestou solidariedade ao ex-presidente e à família. Para o médico, tratar-se-ia de uma “violência contra um grande homem público”. Ele disse estranhar o fundamento apresentado pela PF: “Foi uma vigília convocada por Flávio Bolsonaro para orar pelo pai, que ainda sofre as consequências do atentado de 2018”, declarou.
O comunicador e ex-candidato ao Governo da Paraíba, Nilvan Ferreira, afirmou ter acordado com o que considerou uma “notícia absurda”. Segundo ele, Bolsonaro já cumpria prisão domiciliar, usava tornozeleira eletrônica e estava sem acesso às redes sociais, o que configuraria, em sua visão, “enclausuramento, censura e perseguição”. Nilvan disse sentir “injustiça, dor no coração e na alma” diante da nova detenção, observando que o processo ainda não transitou em julgado.
No âmbito da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Walber Virgolino também se pronunciou. Ele publicou imagem do ex-presidente com uma tarja sobre a boca e a frase “o próximo pode ser você”. Na legenda, criticou o que chamou de “recado autoritário do Estado”: “Não se metam com a nossa ditadura, você pode ser o próximo a ser preso”, escreveu.
A ordem de prisão preventiva foi cumprida em Brasília e baseou-se no entendimento da Polícia Federal de que a convocação da vigília poderia indicar tentativa de evasão. Até o momento, a defesa de Jair Bolsonaro não comentou publicamente as declarações feitas pelos apoiadores paraibanos.
Com informações de Polemicaparaiba




