O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) foi o único representante da bancada paraibana no Congresso a comemorar publicamente a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A detenção foi determinada no sábado, 22, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em postagem no Instagram, o parlamentar classificou a medida como uma “prestação de contas” e declarou que, “a cada novo passo da Justiça, o Brasil se aproxima de um momento histórico: o dia em que quem tentou atacar a democracia finalmente responderá por seus atos”.

Decisão para garantir a ordem pública

Na decisão, Moraes destacou que a prisão preventiva tem a finalidade de preservar a ordem pública. O despacho foi emitido após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar, na noite de sexta-feira, 21, uma vigília em frente ao condomínio onde o pai cumpre prisão domiciliar. Para o ministro, a mobilização poderia incentivar atos que atrapalhassem as investigações em curso.

Tentativa de violação da tornozeleira

O STF apontou ainda que Jair Bolsonaro, preso em casa e sob escolta policial permanente, tentou violar a tornozeleira eletrônica que monitora seus deslocamentos. Segundo os autos, o ex-chefe do Executivo teria utilizado um ferro de solda para abrir o dispositivo. Diante dessa conduta, Moraes avaliou haver risco concreto de fuga.

Em nota, a defesa do ex-presidente admitiu que ele tentou retirar parte do equipamento, mas negou intenção de escapar. Os advogados argumentam que Bolsonaro está sob vigilância constante e pretendem alegar, no processo, o uso de medicamentos e questões psicológicas para justificar o episódio.

Reações políticas

Parlamentares aliados ao ex-mandatário criticaram a ordem de prisão e classificaram a medida como “perseguição política”. Nas redes sociais, apoiadores do PL também divulgaram mensagens de repúdio à decisão do STF. Apesar das manifestações, Luiz Couto manteve o tom de comemoração e reforçou que a detenção é um passo necessário para responsabilizar quem, na avaliação dele, atentou contra o sistema democrático.

O deputado destacou que continuará acompanhando o desenrolar do caso no Supremo e defendeu que todas as fases processuais ocorram com transparência. Enquanto isso, Jair Bolsonaro permanece sob custódia, aguardando manifestação da Corte sobre possíveis pedidos de revogação ou modificação da medida cautelar.

Com informações de Jornaldaparaiba