Um homem de 24 anos foi detido no último sábado (22) sob acusação de incendiar outro jovem que repousava em uma praça de Coremas, município localizado no Sertão da Paraíba. A vítima, de 26 anos, dormia ao relento quando teve o corpo atingido por combustível inflamável lançado pelo agressor, que em seguida ateou fogo. Socorristas foram acionados e encaminharam o ferido a uma unidade de saúde da região; seu estado de saúde não foi detalhado pela polícia.
De acordo com o 13º Batalhão da Polícia Militar, as equipes iniciaram buscas logo após o ataque. Durante as diligências, os policiais descobriram que, ainda na madrugada, um posto de combustíveis da cidade havia sido alvo de furto de gasolina. A partir dessa informação, os agentes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão.
O comandante do 13º BPM, tenente-coronel C. Lima, informou que o detido já possuía mandado de prisão em aberto por crime de roubo. “Trabalhamos com a hipótese de que vítima e agressor vivem em situação de rua e fazem uso de entorpecentes, o que pode ter motivado o delito”, declarou o oficial.
Após a captura, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Piancó, onde o caso foi registrado e os procedimentos de autuação realizados. A autoridade policial dará continuidade às investigações para esclarecer, de forma definitiva, as circunstâncias do incêndio criminoso.
A Polícia Militar não divulgou detalhes sobre o eventual relacionamento prévio entre agressor e vítima, nem o conteúdo do depoimento prestado pelo preso. Também não houve informações oficiais sobre a quantidade de combustível utilizada ou sobre possíveis testemunhas que tenham presenciado o momento em que o líquido foi jogado e as chamas iniciadas.
O crime chocou moradores de Coremas, cidade situada a cerca de 390 quilômetros de João Pessoa. A praça onde ocorreu o ataque costuma ser utilizada como dormitório improvisado por pessoas em situação de rua, segundo relatos de moradores enviados à PM. A corporação reforçou o patrulhamento na área para prevenir novos episódios de violência.
Com o inquérito em andamento, a Polícia Civil deverá ouvir testemunhas e solicitar laudos periciais para confirmar a dinâmica do fato. O suspeito permanece à disposição da Justiça enquanto a vítima segue recebendo acompanhamento médico.
Com informações de Clickpb




