Flávio de Lima Monteiro, conhecido como Fatoka, apontado pela Polícia Civil como principal dirigente do Comando Vermelho na Paraíba, é alvo de cinco mandados de prisão e segue foragido. A corporação acredita que ele se esconde no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, berço da facção.
A busca por Fatoka faz parte da Operação Asfixia, deflagrada na manhã desta terça-feira (30). A ação resultou no bloqueio judicial de R$ 125 milhões em contas ligadas ao grupo e na prisão de 24 pessoas — 23 na Paraíba e uma no Rio de Janeiro. Sete detenções ocorreram em flagrante; as demais cumpriram mandados de prisão preventiva.
150 policiais em 30 equipes
Participaram da ofensiva 150 agentes distribuídos em 30 equipes, sendo 27 da Polícia Civil e três do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A operação contou ainda com apoio das unidades Desarme, GOE, GOC, UNINTELPOL, das duas Superintendências Regionais da Polícia Civil e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Mandados na Paraíba e no Rio
Os mandados foram cumpridos em João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras e Nova Floresta, além de comunidades cariocas. Segundo a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), o objetivo foi atingir o núcleo financeiro da facção no estado.
Histórico de fugas e rebeliões
Fatoka foi preso pela primeira vez em 2012, acusado de liderar uma facção paraibana, ordenar homicídios e fomentar rebeliões em presídios. Permaneceu detido até 2018, quando participou da fuga em massa que derrubou o portão principal da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes (PB1) com uso de explosivos, possibilitando a evasão de 92 internos.
Meses depois, foi localizado em Alagoas após denúncia anônima à Polícia Federal sobre traficantes disfarçados de veranistas. Libertado posteriormente para cumprir medidas cautelares com tornozeleira eletrônica, rompeu o equipamento e fugiu para o Rio de Janeiro, de acordo com a Draco.
Imagem: Internet
Suspeita de interferência eleitoral
Além dos crimes relacionados a tráfico e homicídios, o foragido é investigado pela Polícia Federal e pelo Gaeco-PB por suposta coação de eleitores em Cabedelo durante as Eleições de 2024 e por indicar nomes para cargos públicos no município.
Outra investigada na Operação Asfixia é Flávia Santos Lima Monteiro, presa desde novembro de 2024. Ela é apontada como funcionária fantasma da Prefeitura de Cabedelo e elo entre a administração municipal da época e a facção. Na ocasião, o ex-prefeito Vitor Hugo e o prefeito eleito André Coutinho também foram alvo de investigações.
As investigações continuam para localizar Fatoka e aprofundar o rastreamento do patrimônio ligado à organização criminosa.
Com informações de g1



