A procura por João Pessoa como destino de férias segue em alta. No início de 2025, a capital paraibana ocupou o terceiro lugar entre os locais mais pesquisados na plataforma Booking.com, fato que intensificou a circulação de visitantes em áreas naturais sensíveis. Para garantir a integridade desses espaços, guias de turismo têm atuado como multiplicadores de práticas sustentáveis.
Mata do Buraquinho exige conduta responsável
O Jardim Botânico Benjamim Maranhão, conhecido pela população como Mata do Buraquinho, é um dos remanescentes de Mata Atlântica na cidade. Com trilhas sombreadas e diversidade de animais, o local se tornou parada obrigatória para quem deseja contato direto com a floresta. A guia Andréa Libardi destacou que a primeira orientação dada aos grupos diz respeito ao respeito pelo ambiente.
“O turista precisa compreender o papel que exerce na valorização da natureza que visita. Solicitamos que nenhum resíduo seja deixado, exceto pegadas. Levamos sempre sacos para recolher todo tipo de lixo, seja na praia, no rio ou na cachoeira”, explicou.
Durante uma caminhada pelo Jardim Botânico, o visitante Paulo Bittencourt observou que a presença de profissionais qualificados aumenta a segurança e o conhecimento sobre o ecossistema local. “Além de aprender a história e a necessidade de preservação, o guia orienta o grupo em relação aos animais. Aqui vivem jacarés-de-papo-amarelo, aranhas e formigas gigantes”, pontuou.
Para a estudante de História Mariah Menezes, a aula em campo foi marcante. “Quando entrei na trilha, tive uma imersão completa. O guia explicou cada árvore e alertou para não arrastar os pés por causa das cobras. Achei incrível”, relatou.
Bica alia zoológico e conscientização
No Parque Arruda Câmara, popularmente chamado de Bica, o fluxo de visitantes também demanda orientação constante. Placas indicam a conduta adequada diante dos animais e reforçam regras de segurança para turistas e espécies como a onça-pintada.
Ecólogo e condutor de grupos, Glauber Tavares afirmou que o espaço vai além da exibição de fauna. “Apresentamos informações sobre a vegetação regional e oferecemos capacitação para outros guias. Assim, garantimos que conhecimento e boas práticas se multipliquem”, disse.
Na avaliação da guia Thalita Vitória, envolver o público é crucial para conservar áreas verdes da capital. “A proteção só acontece quando a sociedade participa. Por isso, incentivamos visitas que despertem sensibilidade e responsabilidade ambiental”, ressaltou.
Com a projeção internacional de João Pessoa e o consequente aumento de turistas, profissionais do setor reforçam que a experiência só será completa se houver empenho coletivo em manter a Mata Atlântica, a fauna regional e os espaços de educação ambiental livres de impactos negativos.
Com informações de G1


