Durante a edição de segunda-feira (24) do programa Hora H, apresentado por Heron Cid na TV Norte Paraíba, a ex-primeira-dama Glauce Burity trouxe ao público um relato pessoal sobre os primeiros passos do marido, o ex-governador Tarcísio Burity, na administração pública. Segundo ela, quando ainda ocupava a Secretaria de Educação no governo de Ivan Bichara, Tarcísio não manifestava qualquer intenção de entrar para a disputa eleitoral.
Convite da então primeira-dama
De acordo com Glauce, o desinteresse pela política permaneceu mesmo depois de um convite recebido da primeira-dama do Estado à época, identificada por ela apenas como “Dona Mirtes”. “Eu acredito que eu esteja fazendo um trabalho muito bom à frente da Secretaria de Educação, não tenho pretensão política não”, relatou Glauce, reproduzindo as palavras usadas pelo marido para justificar a recusa naquele momento.
Avaliação do desempenho à frente da Educação
O trecho da entrevista destacou que o então secretário avaliava positivamente sua gestão na pasta educacional e preferia concentrar-se na execução de políticas públicas voltadas ao setor, em vez de planejar uma trajetória eleitoral. Essa postura inicial, segundo Glauce, contrastava com o rumo que Tarcísio viria a trilhar mais tarde, quando se elegeu governador da Paraíba.
Detalhe raro sobre a vida privada
A lembrança compartilhada pela ex-primeira-dama oferece um raro vislumbre dos bastidores familiares em torno da decisão de ingressar (ou não) na política. Até hoje, grande parte da trajetória pública de Tarcísio Burity é contada a partir de suas realizações administrativas e das campanhas eleitorais que o levaram ao Palácio da Redenção. Entretanto, as circunstâncias que antecederam essa escolha permaneciam pouco conhecidas.
Embora Glauce não tenha detalhado datas exatas nem os motivos que, posteriormente, levaram o marido a mudar de ideia, a revelação joga luz sobre um momento decisivo: o reconhecimento de que o desempenho na secretaria poderia ser considerado suficiente, dispensando uma candidatura naquele período. A fala resgata o contexto em que se deu a transição de uma carreira técnica, voltada à gestão educacional, para o protagonismo político que marcaria a história recente do Estado.
O depoimento foi feito em formato de bate-papo durante o programa, sem a presença de outros ex-auxiliares do governo, e encerrou-se sem que Glauce antecipasse novos relatos do período. Ainda assim, o registro contribui para compor a memória sobre a formação política de um dos ex-governadores mais citados da Paraíba.
Com informações de Polemicaparaiba




