Embora a decisão da Conmebol Libertadores de 2025, marcada para 29 de novembro, em Lima, entre Palmeiras e Flamengo, não tenha atletas nascidos na Paraíba, o estado mantém presença marcante na história do torneio sul-americano. Desde 1981, oito jogadores paraibanos ergueram o troféu continental vestindo as camisas de seis equipes diferentes.
Primeiro título veio em 1981
O pioneiro foi o lateral-esquerdo Júnior, o “Maestro”, fundamental na campanha do Flamengo campeão em 1981. Na época, o clube carioca superou o Cobreloa, do Chile, e iniciou a coleção paraibana de taças na competição.
São Paulo amplia a lista em 1992
Onze anos depois, em 1992, o volante Suélio Lacerda somou nova conquista para o estado. Sob o comando de Telê Santana, o São Paulo derrotou o Newell’s Old Boys, da Argentina, e adicionou o segundo nome paraibano ao rol de campeões.
Nova década, novos campeões
Na década seguinte, a vez foi do zagueiro Durval. Em 2011, ele integrou a defesa do Santos que bateu o Peñarol e recuperou o título que o clube paulista não conquistava desde a era Pelé.
Em 2017, o zagueiro Rafael Thyere participou do elenco do Grêmio que venceu o Lanús, na Argentina, somando o quarto campeão paraibano.
Flamengo volta a contar com um paraibano
A relação ganhou novo integrante em 2022. O goleiro Santos, natural de Campina Grande, foi titular do Flamengo na vitória sobre o Athletico-PR na decisão disputada em Guayaquil, no Equador.
Trio do Botafogo eleva número a oito
O total de campeões subiu para oito em 2024, quando o Botafogo conquistou seu primeiro título continental. Na final, vitória por 3 a 1 contra o Atlético-MG, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A equipe alvinegra contava com três paraibanos: o lateral Carlos Alberto, o atacante Hugo Neto e o centroavante Tiquinho Soares.
Participações sem taça
Além dos oito campeões, vários atletas do estado já disputaram a Libertadores, embora não tenham levantado a taça. Entre eles estão Hulk, Victor Ferraz, Douglas Santos, Thaciano, Mazinho e Denílson. As campanhas sem título mostram a frequência com que a Paraíba marca presença no principal torneio de clubes da América do Sul.
Com a final de 2025 definida e sem representantes paraibanos em campo, o legado atual permanece inalterado, mas a tradição indica que novas páginas podem ser escritas nos próximos anos pelos talentos vindos do estado.
Com informações de Jornaldaparaiba



