Um levantamento do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) projeta que o estado formará 1.600 médicos em 2025, número superior aos 1.486 profissionais que concluíram o curso em 2024.

Bruno Leandro, presidente do CRM-PB, afirma que o aumento de graduados reforça a necessidade de um exame de proficiência semelhante ao aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para avaliar os recém-formados. “É um volume expressivo e precisamos garantir a qualidade da formação”, declarou.

A discussão ocorre durante o II Congresso Acadêmico Sindical da Federação Médica Brasileira (FMB), realizado em João Pessoa até quinta-feira (2). O encontro reúne cerca de 150 estudantes, médicos recém-formados e lideranças sindicais de vários estados no auditório do CRM-PB.

De acordo com dados do Conselho Federal de Medicina, o país conta atualmente com 436 cursos de medicina — 146 em instituições públicas, 278 em privadas e 12 classificados como especiais — que, juntos, oferecem mais de 46 mil vagas por ano.

Tarcísio Campos, presidente do Sindicato dos Médicos da Paraíba (Simed-PB), reforçou a defesa do exame de proficiência como garantia de segurança para a população. Já o presidente da FMB, Fernando Mendonça, acompanha as discussões ao lado de representantes do Conselho Federal de Medicina, do Ministério da Saúde e da Associação dos Estudantes de Medicina do Brasil.

Paraíba deve habilitar 1,6 mil novos médicos em 2025, e entidades defendem exame de proficiência - Imagem do artigo original

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A programação inclui debates sobre residência médica, bioética, atuação sindical e a participação feminina na profissão. O evento termina com a elaboração da Carta de João Pessoa 2025, documento que reunirá propostas para fortalecer a categoria.

Com informações de MaisPB