Uma operação coordenada entre órgãos públicos retirou, nesta quinta-feira (12), barricadas instaladas por facções criminosas em várias vias de João Pessoa. A ação reuniu o Ministério Público da Paraíba (MPPB), a Secretaria Municipal de Segurança de João Pessoa, além das polícias Civil e Militar.
As obstruções eram usadas por organizações criminosas para exercer controle territorial e vinham impedindo a livre circulação de moradores e de veículos de emergência, além de dificultar a atuação das forças de segurança. Durante a ação foram desfeitas ocupações irregulares em diversos bairros da cidade.
Entre os pontos atendidos pela operação, as equipes destacaram a retirada de bloqueios na rua João Virgínio Acioli, no bairro Altiplano, e na avenida Brasil, no Cristo Redentor. As intervenções visaram restabelecer o acesso às vias e garantir a circulação segura de pedestres e automóveis.
Parceria institucional
A intervenção integra uma parceria formalizada em 25 de fevereiro entre o Ministério Público da Paraíba e a Secretaria Municipal de Segurança de João Pessoa. Segundo os órgãos envolvidos, o acordo prevê ações conjuntas e intercâmbio de informações para identificar e desarticular pontos de bloqueio irregular.
Como parte do acordo, está previsto o monitoramento contínuo das áreas consideradas sensíveis, com o objetivo de evitar a reocupação por barricadas e outras formas de obstrução. A parceria deve também facilitar a adoção de medidas rápidas sempre que houver indícios de novas tentativas de controle territorial por grupos criminosos.
A operação desta quinta-feira teve caráter preventivo e de desobstrução, com foco em restabelecer a normalidade no tráfego e proteger a segurança dos moradores. As autoridades responsáveis mantêm a vigilância sobre os locais onde ocorreram as retiradas de bloqueios e informaram que ações semelhantes poderão ser realizadas sempre que necessário.
Os órgãos envolvidos não divulgaram números sobre apreensões ou prisões durante a ação, limitando-se a relatar a remoção das estruturas irregulares e o reforço do monitoramento nas áreas afetadas.
Com informações de Jornaldaparaiba



