TRANSMISSÃO: Record

O Açude Grande de Cajazeiras, no Sertão paraibano, registrou sangria intensa após uma chuva de 113 mm na madrugada desta quarta-feira (25). O volume chamou a atenção dos moradores, que observaram a força da água, mas também gerou preocupação sobre possíveis impactos em áreas urbanas, especialmente no Centro da cidade.

O alerta foi feito pelo engenheiro Fernando Figueiredo em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário do Sertão. Segundo ele, se as precipitações mantiverem esse ritmo, há risco de o transbordamento avançar e atingir residências próximas ao reservatório.

Figueiredo recordou que a última vez em que o açude apresentou sangria com dimensão semelhante foi em 2008. O engenheiro chamou atenção para o assoreamento do reservatório, que reduz a capacidade de armazenamento e aumenta a probabilidade de água passar pelo vertedouro, provocando sangrias com efeitos sobre áreas habitadas.

Durante a entrevista, o especialista apontou três fatores que, na sua avaliação, agravam o problema: a insuficiência de investimentos em infraestrutura pública, a expansão de construções sem critérios na bacia do açude e a desvalorização dos serviços de arquitetura e engenharia, que poderiam contribuir para prevenir danos. Imagens exibidas pela emissora mostram construções na área de influência do açude, o que, segundo o engenheiro, pode ter relação com o comportamento atual da sangria.

Moradores relataram admiração pela paisagem formada pela sangria, mas também temor diante da possibilidade de alagamentos em pontos mais baixos da cidade. O engenheiro enfatizou que a população tende a não se preparar com antecedência porque eventos como esse não ocorrem com frequência durante o ano, mas quando ocorrem os prejuízos podem ser significativos.

A estação de TV exibiu registro em vídeo do momento em que o açude sangra, acompanhado de imagens que evidenciam o volume de água e a presença de ocupações na bacia do reservatório. A reportagem traz ainda entrevista completa com Fernando Figueiredo, em que ele detalha os riscos e as causas apontadas.





O episódio reacende preocupações sobre a gestão do açude e a necessidade de medidas que minimizem riscos em áreas urbanas próximas ao reservatório.

Com informações de Diariodosertao