Um adolescente de 13 anos foi apreendido na tarde da última quinta-feira (26) em Uiraúna, município localizado no Sertão da Paraíba, depois de ser acusado de abusar sexualmente da própria prima, uma criança de apenas 8 anos. A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar da cidade.
De acordo com informações repassadas pela PM, a denúncia partiu da mãe da vítima. Ela teria surpreendido o sobrinho no momento em que o ato estaria acontecendo e, imediatamente, recorreu ao Conselho Tutelar para solicitar apoio. Após receber o chamado, o órgão acionou a guarnição policial de serviço.
Quando os militares chegaram à residência indicada, confirmaram a veracidade da denúncia inicial. Segundo a corporação, os primeiros procedimentos de proteção à criança e verificação dos fatos foram executados ainda no local, preservando o cenário da ocorrência e garantindo acompanhamento especializado à vítima.
Concluída a etapa inicial, todos os envolvidos — a vítima, o adolescente suspeito e seus responsáveis — foram conduzidos ao Conselho Tutelar. Em seguida, o grupo foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil responsável pela região para registro do boletim de ocorrência e adoção das medidas legais cabíveis.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que irá apurar as circunstâncias do crime, colher depoimentos e reunir provas. A autoridade policial também deverá solicitar exames periciais no Instituto de Medicina Legal (IML) para confirmar tecnicamente o abuso.
Por envolver um menor de 18 anos, o procedimento contra o suspeito tramita de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A legislação prevê medidas socioeducativas que podem incluir advertência, obrigação de reparação, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou internação, a depender da gravidade do ato infracional comprovado.
Até o momento, detalhes sobre o estado de saúde da criança não foram divulgados. O Conselho Tutelar informou que continua acompanhando a família para garantir suporte psicológico e assistência social. A Polícia Militar reforçou que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 190 ou pelo Disque 100, canal nacional de combate a violações de direitos de crianças e adolescentes.
Com informações de G1



