Um advogado de Maringá, no norte do Paraná, foi preso na manhã desta terça-feira (7) acusado de comandar um grupo que teria sonegado R$ 110 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na Paraíba. A detenção faz parte da Operação Baronato, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF) do Ministério Público da Paraíba.

Além do advogado, duas mulheres foram presas em Maringá. Outros seis suspeitos foram capturados em Campina Grande (PB), em São Paulo e na Bahia. Ao todo, 150 agentes participaram do cumprimento de mandados judiciais.

Bloqueios e apreensões

Durante a operação, foram apreendidos três carros de luxo, três caminhões, joias e dinheiro em espécie em seis moedas estrangeiras. A Justiça determinou o bloqueio de 120 contas bancárias e o sequestro de bens dos investigados.

Atuação em mais de 20 estados

Segundo o Ministério Público, a investigação identificou mais de 100 empresas de fachada distribuídas por pelo menos 20 estados. O inquérito começou em 2023, após a descoberta de uma firma de fachada em João Pessoa (PB).

Como funcionava o esquema

O grupo mantinha filiais em diferentes unidades da federação para simular transferências internas de mercadorias, aproveitando a isenção de ICMS prevista para operações entre matriz e filial com o mesmo CNPJ. Na prática, as mercadorias eram repassadas a terceiros na Paraíba, que pagavam pelos produtos sem que o imposto fosse recolhido. Em outra etapa, os investigados teriam passado a lançar créditos fictícios de ICMS para zerar a cobrança.

Ação em Maringá

No Paraná, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca na residência do advogado e no escritório dele, localizado na Avenida Carneiro Leão, em Maringá, onde foram recolhidos dois veículos de luxo. O nome do suspeito não foi informado.

O g1 tenta localizar a defesa do advogado.

Com informações de g1