O advogado e colunista Matheus Lima orientou cautela nas investigações sobre o surto ligado à Pizzaria La Favoritta, em Pombal, e afirmou que a responsabilização criminal só será possível mediante comprovação técnica dos fatos. Segundo Lima, os responsáveis pelo estabelecimento poderão enfrentar acusações, como homicídio culposo e lesão corporal, apenas se houver prova de dolo ou de negligência que comprove materialidade.
O caso envolve um surto de intoxicação alimentar que atingiu moradores entre domingo e segunda-feira, nos dias 15 e 16 de março de 2026. Ao todo, mais de 100 pessoas buscaram atendimento médico — cerca de 118 foram atendidas no Hospital Regional de Pombal e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) — com sintomas como náuseas, vômitos, dor abdominal, diarreia e mal-estar geral, todos com histórico de ingestão de pizza da Pizzaria La Favoritta.
Entre os casos, a mais grave foi o da funcionária pública Rayssa Maritein Bezerra, de 44 anos, que veio a óbito. O estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária do Município após constatações de irregularidades sanitárias.
Investigação e posições das partes
Matheus Lima destacou que perícias e diligências estão em andamento para apurar as causas da contaminação, se houve uso de ingredientes impróprios para consumo, produtos vencidos ou falha no manuseio. “Agora é momento de cautela e de esperar as investigações dos órgãos responsáveis para que se tenha materialidade para julgar e responsabilizar quem venha a ter ocasionado essa situação”, afirmou.
Em publicação no Instagram do proprietário, Marcos Antônio Gome, a advogada da pizzaria, Raquel Dantas, declarou que não havia alimentos estragados e que a interdição se deu por problemas na estrutura física do estabelecimento. Em contrapartida, o diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), Geraldo Moreira de Menezes, informou que fiscais encontraram diversas irregularidades, incluindo alimentos vencidos, presença de insetos e falta de lavatórios em vários pontos, o que comprometeria a higiene durante o preparo.
As autoridades sanitárias e policiais seguem com perícias para identificar a origem da contaminação e estabelecer se houve negligência ou outra conduta passível de responsabilização criminal dos proprietários e funcionários envolvidos.
Com informações de Diariodosertao




