Comida servida em restaurante em Brasília.

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa/PB) divulgou orientações para reduzir riscos sanitários associados ao período de Carnaval, quando o calor, o consumo de alimentos fora de casa e a produção em larga escala aumentam a probabilidade de problemas relacionados à alimentação e à saúde.

O diretor-geral da Agevisa, Geraldo Moreira de Menezes, afirmou que fatores como altas temperaturas, manipulação inadequada de alimentos e a comercialização em estruturas temporárias favorecem a proliferação de microrganismos, elevando o risco de doenças transmitidas por alimentos.

Riscos e causas

Técnicos da Vigilância Sanitária alertam que alimentos mantidos fora da temperatura adequada, sobretudo os prontos para consumo, tornam-se ambientes propícios à multiplicação de bactérias, o que pode resultar em intoxicações alimentares e infecções gastrointestinais. Entre as situações que aumentam esse risco estão higiene inadequada na manipulação, falta de lavagem correta das mãos, uso de utensílios contaminados, contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos e a comercialização de produtos sem controle sanitário.

A Agevisa também chama atenção para o consumo de água e gelo de procedência desconhecida, que pode transmitir agentes infecciosos.

Recomendações para foliões e comerciantes

Para consumidores, a agência recomenda verificar a higiene de barracas e vendedores, evitar alimentos expostos ao sol, priorizar produtos bem armazenados, lavar as mãos antes das refeições e consumir apenas água potável. Já para comerciantes e manipuladores, as orientações incluem higienização das mãos e dos utensílios, controle rigoroso da temperatura dos alimentos, armazenamento correto dos produtos e uso de água tratada durante o preparo.

Essas medidas visam prevenir surtos e proteger a saúde coletiva durante períodos de grande concentração de pessoas.

Fiscalização e serviços de saúde

Além das orientações ao público e ao comércio, a Vigilância Sanitária intensifica inspeções em unidades de saúde e em serviços de atendimento montados para eventos. A diretora-técnica de Saúde e coordenadora estadual do Núcleo de Segurança do Paciente, Polianna Estrela, explicou que a ação busca garantir que hospitais, ambulâncias e postos médicos estejam preparados para o aumento da demanda.

O aumento de atendimentos no Carnaval costuma estar relacionado ao consumo excessivo de álcool, desidratação, quedas e traumas e outros acidentes. As equipes verificam estrutura física, disponibilidade de profissionais, medicamentos, equipamentos e condições de higiene para assegurar atendimento seguro à população.

A Agevisa reforça que, em caso de mal-estar ou acidente, as pessoas devem procurar imediatamente os serviços de saúde regulares, e lembra que a diversão precisa andar junto com a responsabilidade para evitar problemas de saúde durante as festas.

Com informações de Paraiba